sexta-feira, 21 de junho de 2013

O país sequestrado

As pessoas ficam abismadas quando vêem as cenas de violência nas ruas praticadas pelas forças policiais e não entendem como podem ser tão truculentos, tão insensíveis, estamos acostumados à violencia policial cotidiana, nas favelas, nas incursões contra bandidos, mas nada com a magnitude que estamos assistindo nos últimos dias.

A FNS presente na segurança dos estádios, na verdade é a guarda pretoniana da FIFA, cujo poder sobre o país é maior do que se pensa, foi treinada por anos no Haiti, nas ações da Citte de Soleil e outros lugares miseráveis daquele país, praticaram suas táticas de terror e anti-guerrilha em cima de um povo "invisível" e "descartável".

Em 2006 a morte altamente suspeita do comandante das tropas me acendeu o sinal de alerta, não são incomuns casos de suicídio nas Forças Armadas, mas no caso essa morte se deu em circunstâncias muito estranhas, a tropa estava há algum tempo no país, as coisas iam até bem, o que explicaria uma situação tão radical dessas?

Fui Militar por 4 anos apenas, mas aprendi muito do que é hierarquia ali, e um das coisas que sempre coloquei é que "ordem absurda não se cumpre", o suicídio do general teria sido por uma ordem absurda? Vejamos.

As tropas da ONU são conhecidas como mantenedoras da paz, claro que na maioria das vezes casos deploráveis com esses efetivos acontecem, mas na maioria das vezes sua presença é elogiada e incentivada.

A presença do Brasil no Haiti não foi para "garantir a paz", ela seria garantida pela Cruz Vermelha, Medicos sem Fronteiras, batalhões de engenharia, o que ela foi fazer lá foi treinar militares para conflitos extremos em áreas urbanas, treinar com um "povo descartável" foi uma ótima maneira de preparar esse contingente longe dos olhos da nação.

Todos os militares que participaram dessa ação assinaram termos de compromisso em não relatar o que viram, muito ficaram deprimidos, outros pediram afastamento da tropa, deram baixa, mas aqueles que continuaram hoje fazem parte de uma elite qua cumpre as ordens do comando sem pestanejar.

Um "convencional", no jargão da PM, mora aqui, vive aqui, tem vizinhos amigos e parentes que provavelmente estiveram ontem na linha de fogo, lógico que quando voltaram ontem pra casa estavam com a caixa de mensagens de seus telefones celulares cheias de pedidos de socorro, de pessoas presas em locais acuados pela tropa de choque.

Há uma clara discrepancia de comportamenteo, de um lado vemos PM´s bonzinhos não interferindo nas manifestações e de outro uma tropa truculenta atirando a esmo, não são a mesma tropa, elas não estão nos mesmos quartéis, não dividem o mesmo rancho, não usam o mesmo equipamento nem ganham o mesmo salário.

São mercenários a serviço do capital e do poder ecoôomico, tropas pagas do nosso bolso para defender territórios e soberania nacional vendidos à FIFA e ao COI (olimpíadas, esqueceram?).

Quando virem essas tropas nas ruas, tenham certeza de uma coisa, elas representam provavelmente o que levou aquele general a se suicidar para não cumprir uma ordem absurda, treinar militares com alto grau de agressividade para ferir e matar seu próprio povo, sabemos que na doutrina militar o valor da vida humana é relativo, mas não ao grau de barbárie que estamos assistindo.

Podem dizer que estou maluco, mas para mim faz sentido,e  tem mais, ainda falta descobrir para quem eles trabalham realmente, o poder econômico da FIFA é claro pois ela comprou das mãos de Lula e Dilma a soberania nacional, hoje a presidência do Brasil é ocupada mais pelos interesses da FIFA do que os interesses dos cidadãos brasileiros.

O que existe de tão atemorizante para os governos não romperem esses contratos? Que tipo de vampiro deixamos adentrar dentro de nossas casas ao convidarmos a FIFA a realizar a Copa aqui?

Estamos reféns de um governo fantoche da FIFA, a eleição da Dilma a cada dia se caracteriza como uma fraude na qual os grandes conglomerados de comunicação participaram de forma ativa, e hoje, à medida que vem se esfarelar sua credibilidade e lucros tentam levantar barreiras diante da maré avassaladora de povo nas ruas clamando por mudanças.

Os velhos e novos reaças de direita e esquerda virão repetir seus argumentos batidos, mas o que existe de fato é um sequestro do país e de seus cidadãos por uma organização transnacional multifacetada (FIFA, COI, bancos, conglomerados de comunicação, grandes trustes economicos enraizados na exploração mineral e vegetal do país).

Pensem nisso, estamos enfrentando algo muito grande, mas que tem pés de barro, ele cairá na medida que as pessoas entenderem que todo esse governo, mídia, empresas, são todos descartáveis, e que a única coisa que importa é que nos libertemos desse cartel de interesses.

Tá bom, eu sou maluco, mas há oito anos disse que ia dar merda esse negócio de Pan, Copa e Olimpíada, agora a coisa tá toda aí.

Tirem as suas próprias conclusões...

sexta-feira, 14 de junho de 2013

O Caos nosso de cada dia

É sexta-feira, dia em que geralmente a rua está agitada, há música no ar, cadeiras no bares, pessoal conversando, uma alegria pelo fim da semana de labuta, a pequena alegria cotidiana de tantos cariocas.

Mas hoje está diferente, há um silêncio profundo vindo da rua, silencio que só escuto altas horas da noite, e olha que são só dez da noite, mas ficou assim o dia inteiro, ao cair da tarde, apesar de morar de fundos, sempre escuto a sinfonia de buzinas dos cruzamentos próximos da casa, hoje não. Saí para pagar uma conta na loteria no final da tarde, e onde geralmente encontro grandes filas apenas uma moça com um carrinho de bebê.

As ruas estão vazias para o horário, vindo na direção contrária um grupo de estudantes do colégio estadual próximo dali, alguns jovens passam vestindo preto, já acostumei a associar essa vestimenta com aqueles que estão "indo pra guerra" dos protestos, e não são poucos trajados assim, vários, compenetrados, preocupados, a história mais uma vez está nas mãos deles.

Durante todo dia ouvi helicópteros passando sobre o prédio, de vários tipos, dá pra reconhecer pelo barulho que fazem, os mais pesados tem uma batida de hélice diferente, começam a passar cedo, oito da manhã já tinha um reverberando as janelas. Bom dia Vietnã?

Ontem e hoje a imprensa acordou para o que está acontecendo no país, desde segunda feira os protestos ganharam força, em algumas capitais antes disso já haviam incendiado até ônibus, os protestos são contra o aumento das passagens, mas tem mais coisa dentro disso, diria que foi a gota dágua que transbordou o copo.

Nem preciso falar das imagens que estão por toda parte, na imprensa, nas redes sociais, pessoas machucadas, feridas, policiais partindo para cima de manifestantes desarmados, parece que de uma hora para outra a grande imprensa descobriu que ela é tão descartável quanto o povo que apanha nas ruas, pois para o governo não interessa que se noticie os fatos, apenas as verdades que eles inventam para enganar o povo.

E o povo? Esse eterno gado adormecido, o que está fazendo? Foi pra rua protestar, claro, e agora mesmo quem não está participando democraticamente entra no cacete da polícia, orquestração para deixar o povo revoltado ou apenas um bando de psicopatas fardados agindo à revelia do comando da tropa?

As revoluções são dolorosas, deixam vítimas, algumas fatais, às vezes muitas, mas é com sangue que se forma uma nação, claro que aqui poderia ser diferente de tantos lugares onde isso vem acontecendo, mas é sempre assim, quando não vai pelo amor, vai pela dor.

Faltam dois dias para o começo do grande evento, passamos os últimos seis anos "esperando Godot", o grande dia chegou.

Godot chegou e tem fome... muita fome.

Tudo que se falou nos últimos anos está acontecendo, as pessoas foram céticas até agora, conviveram com todas as denúncias, foram ruminando, vendo a cada obra superfaturada ser inaugurada o inversamente proporcional acontecer com os serviços públicos, parece uma coisa orquestrada, mas não, é apenas incompetência de um sistema viciado onde se arrecada muito e se presta pouco serviço a quem pagou.

Isso vai indo, indo, até que um dia explode, e é o que está acontecendo.

Não adianta amanhã o governo dar até tarifa zero na passagem, ele já encheu as medidas, de tudo, está na hora da fila andar.

Se há uma coisa boa nessa história é que agora sabemos que todos eles estão no mesmo saco, no afã de governar sem oposição os governistas fizeram acordo com todos, juntaram do mesmo lado para fazer um reich de mil anos, só que esqueceram de combinar com aqueles que pagam a conta.

Esse governo vai cair, não há dúvida, a base está rachada faz tempo, mas o solo em que se apóia precisa se mexer, esse solo é o povo.

Os próximos dias serão interessantes.

E pensar que tudo começou com uns garotos de preto no Orkut.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Só o desamor corrói...

Ontem passei pelo entorno do estádio do Maracanã por volta de dez e meia da noite, de ônibus, e vi o cenário de caos instalado: Operários trabalhando debaixo de chuva as calçadas destruídas, cheias de equipamentos e entulho, concreto sendo despejado debaixo às pressas para fazer calçadas sem as árvores que há décadas estavam ali dando sombra e regulando a temperatura da pista de caminhada que não existe mais, o Júlio DeLamare  sitiado por tapumes, a estátua do Bellini isolada por uma cerca com uma calçadinha ridícula de mosaico vagabundo que em poucos meses estará toda esburacada, o Célio de Barros sitiado por retroescavadeiras ostentando marcas do consórcio enquanto na parede do estádio estão amareladas fotos dos grandes atletas do passado e a frase "centro nacional de Atletismo", não mais.
Onde estava a pista em que atletas de todo país e até do exterior vinham treinar e competir? Hoje só tem entulhos e máquinas, nem mesmo o entorno que antes era frequentado por pessoas que faziam suas caminhadas matutinas e vespertinas existe mais, e talvez nunca volte a existir, já que o destino daquele lugar é virar um centro comercial, com lojinhas pra rua, o que não combina com atletas correndo e treinando. Naquele complexo esportivo havia pessoas que dependiam dele, idosos que faziam suas atividades físicas, crianças deficientes, havia projetos sociais, histórias destruídas pela ganância e ignorância dos governantes.
É um Estado que agride pessoas em nome do lucro fácil, é mais fácil vender a cidade do que administrá-la, mais fácil deslocar os cidadãos do que integrá-los à sociedade, é tudo fruto de um egoísmo e de uma sordidez sem tamanho.
Até quando, meu Deus assistiremos a isso impávidos? Quando viadutos e estádios caírem sobre nossas cabeças ou então uma retroescavadeira entrar pela sala porque sua casa está no caminho de uma obra sobre a qual nem você nem a sociedade foram consultados, mas que interessa a alguém porque ela será superfaturada e dará muito dinheiro a algumas pessoas que estão no poder, ou sempre estiveram puxando os cordões de pseudo-governantes pulsilâmines, que têm na mão o poder que não exercem em nome do povo, preferindo vendê-lo para quem paga mais.
Não é a falência do estado apenas, é a falência dos homens públicos, é a falência da sociedade, não é um estádio que rui que será o estopim disso, já estamos nisso faz tempo, mas a água ainda não bateu na bunda pras pessoas despertarem, quem sabe mais uma tragédia, mas uma obra mal-feita, até quando a imprensa vai esconder, cooptar e maquiar os fatos? Até quando o gado vai aceitar ficar atrás da cerca?

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Sobre pesquisas eleitorais e estatísticas

Postagem de Flavio Sampaio no Facebook

Sintam-se a vontade para compartilhar.

Só para discutir estatística. Aquela "margem de erro" das pesquisas diz respeito ao erro tolerável NAQUELA PESQUISA. Dizer que a pesquisa tem 3% de margem de erro significa que, dos 1000 formulário preenchidos, 30 podem ter sido digitados errados, viciando o resultado da eleição. Isso não significa que a amostragem eleitoral respeitou diferenças sociais, econômicas, etárias...

Só outra crítica: o eleitorado carioca é formado por 4,7 milhões de cidadãos. Mil eleitores representam 0,02 % do eleitorado. Deve ser mesmo levado a sério?

Você ainda acredita nas pesquisas eleitorais? Vota orientado por elas? Pense mais uma vez...

Como se não fosse bastante suspeito o Prefeito-Candidato, durante o mandato, abrir uma pacote de bondades para o filho do dono do IBOPE...
http://blogdoparrini.blogspot.com.br/2012/08/bomba-eduardo-paes-paga-r-34-milhoes.html

As pesquisas de 2008 erraram VERGONHOSAMENTE. A uma semana das eleições elas davam como certo um segundo turno entre Paes e Crivella. Coisa que sabemos não aconteceu...

http://oglobo.globo.com/eleicoes-2008/ibope-rio-paes-tem-29-crivella-24-gabeira-sobe-para-10-5009998

http://www.votebrasil.com/noticia/politica/datafolha-no-rio-paes-lidera-com-29-a-frente-de-crivella-18-e-gabeira-15

Você ainda vai orientar seu voto pelas "pesquisas" que andam sendo publicadas por aí?

IBOPE. 27/09/2008
Paes: 29%
Crivella: 24%
Gabeira: 10%

DATAFOLHA. 27/09/2008
Paes: 29%
Crivella: 18%
Gabeira: 15%

Resultado do 1º turno. 04/10/2008
Paes: 32%
GABEIRA: 25,6%
Crivella: 19%

Essa "margem de erro" ficou bem grande, não? A quem interessa que nosso voto seja orientado pelas pesquisas?

Você orienta seu voto pelas pesquisas? Será que não estão te manipulando? Isso não te incomoda?

Outros números que me parecem interessantes:

Nas eleições de 2008 (segundo turno).
Eleitores habilitados: 4.573.365
Comparecimento: 3.652.115 (mais de 900 mil abstenções)
Votos válidos: 3.337.165 (Menos de 315 mil votos em branco e nulos)

Paes: 1.696.195
Gabeira: 1.640.970 (pouco mais de 55 mil votos a menos que o Paes)

Lembrando que naquele ano o segundo turno foi dia 26/10, e dia 28 era dia do servidor público, que não é feriado. Prefeito e Governador deram 27 e 28 de ponto facultativo, o que retirou boa parte de eleitores letrados e informados da cidade. Naquele ano também o Paes ganhou coisa de 200 mil votos do primeiro pro segundo turno.

Nesse ano o eleitorado carioca cresceu cerca de 3,1%. Vamos aos números:
Eleitores habilitados: 4.719.607

A se aplicar esse porcentual nos demais números...
Comparecimento: 3.765.331
Votos válidos: 3.440.617

O que não é regra. É apenas uma estimativa. Mas, trabalhando com essa estimativa precisamos que o candidato em primeiro lugar tenha menos de 1,7 milhões de votos para termos um segundo turno. Esse ano também prefeito e governador não terão facilidade para "inventar" feriados e tirar da cidade aquela parcela da população mais politizada e crítica, de quem o Paes tem tanto medo.

Por isso tudo, digo #VaiTerSegundoTurno e eu #FechoComFreixo50
Até a vitória, em outubro.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

A cachoeira da Delta

Faz um bom tempo que esse blog não é atualizado, mas diante da avalanche (cachoeira?) de informações a respeito da rede de corrupção que se entranhou no governo municipal e estadual (ou nasceu dele, aí eu não sei), vou colocar aqui alguns links importantes pra todo mundo começar a entender o que está acontecendo.

http://www.youtube.com/watch?v=nDwconIEzkM (a história do Cabral no apartamento do irmão de Eduardo Paes).

http://daciomalta.com.br/?p=10174 (as ligações da prefeitura com a delta)

http://daciomalta.com.br/ ( o blog do Dácio, com várias notícias a respeito não só a respeito da prefeitura, bem como sobre a Delta e o Governador Ségio Cabral).

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1082835-btg-pactual-fica-com-30-da-rede-de-academias-bodytech.shtml  (A ligação do irmão prefeito com figuras importantes do esporte olímpico)

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,apos-divorcio-cabral-mora-em-apartamento-de-banqueiro,743584,0.htm


http://www.novojornal.com/politica/noticia/esquema-pactual-delta-direcional-rme-une-psb-e-pt-ao-psdb-12-04-2012.html  (tudo junto e misturado).

Em breve postarei mais links sobre a situação nada boa do prefeito e do governador, mas deixo apenas uma perguntinha para pensarem a respeito: Será que depois de tudo isso ainda teremos condições morais de receber algum evento? Com tanto dinheiro desviado e tanta corrupção atica e passaiva, será podemos deixar que ainda se gastem bilhões com obras faraônicas para Jogos Olimpicos e Copa do Mundo?

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Ligações perigosas

Desde do último dia 16, escancaram-se nas páginas dos jornais a relação promíscua vivida entre o governador Sérgio Cabral e um dos tubarões da construção civil nacional, Fernando Cavendish, presidente da Construtora Delta.

A queda do helicóptero desnudou mais uma farra corriqueira do governador, useiro e vezeiro de escapadas no jato do seu amigo Eike Batista, para uma festa de arromba num resort em Porto Seguro.

Muito além da simples tragédia pessoal do governador, ela pode marcar o fim de sua carreira política como conhecemos, isso se pegarmos leve, porque a quebra de decoro pode levar até um processo para todos os envolvidos.

A começar pelo fato que não fica bem um funcionário público receber benesses de fonecedores do estado, isso é lei federal perfeitamente aplicável no caso dele, fosse ele um funcionário público de carreira a essa altura estaria perdendo o cargo e o emprego.

Mas infelizmente no Brasil essas coisas se varrem para baixo do tapete, afinal de contas, na política, paparicação de empresário faz parte da moeda de troca, a maioria destes "representantes do povo" sucumbem facilmente aos seus baixos instintos aceitando subornos, favores, e nos casos mais renitentes, extorsões e ameaças.

Infelizmente estamos cada vez mais longe da época que se um político queria medir sua popularidade ele ia a pé ou de bonde para o trabalho, lembrando que quando a capital federal era aqui no Rio de Janeiro, muitos políticos moravamo no Hotel Serrador em frente ao Palácio Monroe, ou nas adjacências da Rua Senador Dantas onde existiam (e ainda existem) vários hotéis que hospedavam vários deputados e senadores de outros estados.

O próprio Getúlio, quando queria pressionar o Congresso fazia um simples teste de popularidade, saía do Palácio do Catete a pé até o Monroe, seguido por uma multidão, ou então pegava um bonde, não raro um senador ou deputado fazia uso desse transporte como um cidadão comum, incógnito, hoje eles não têm mais coragem de fazer isso.

Agora eles andam em carros blindados, helicópteros, aviões executivos, quando foi a última vez que você viu um senador ou deputado federal na fila de um check in de aeroporto? Geralmente ficam numa salinha reservada dos olhares curiosos, e não raro embarcam em aviões fretados ou jatos particulares "gentilmente " cedidos por lobistas.

Tudo tem um custo, um senador vale um milhão, um deputado uns 500 mil, um vereador se compra com troco de pinga, uns 20 mil paga, tudo para ter aquela obra aprovada, aquela lei liberada, aquele embróglio jurídico destravado com um "telefonema amigo" para o magistrado encarregado ou o superior dele, e assim vai funcionando a bananalândia conhecida como Brasil.

Brasil vem de brasa, a cor da seiva usada para tingir tecidos, cor da realeza, cor do sangue, sangue que está faltando no povo brasileiro.

Sofremos um estelionato eleitoral, o governo está fazendo de tudo para proteger os grandes eventos, a ponto de abrir mão do Creative Commons, a ponto de estar estudando um AI-5 digital para impedir a livre manifestação na internet, tudo para proteger direitos de lucros de empresas corruptas como COI e FIFA.

Eu falei empresas? Sim, empresas, nada mais do que isso, são empresas que coordenam, realizam e divulgam eventos esportivos, são supranacionais, recebem facilidades do mundo inteiro em troca de deixar governos "bonitos na foto".

O esporte em si é mera fachada, o que importa por trás de tudo são obras, direitos de imagem, direitos de transmissão, propaganda, marketing, muito marketing, tudo para viabilizar um simples joguinho de bola ou uma atividade esportiva que em sua essência poderia ser praticada em qualquer lugar.

Logo, um governo, se entregar a uma aventura como essa, que já se mostrou desastrosa para muitos países, como a Grécia ou a África do Sul, é a prova cabal que ele não trabalha em prol do povo, mas sim em função do capital, e o pior é que quem trouxe esses eventos para cá foi justamente um operário que virou presidente.

Acho que está na hora do povo brasileiro acordar, exemplos lá fora não faltam, a Grécia está na pior por contas das dívidas contraídas nos Jogos que realizou, a África do Sul não conseguiu sair do atoleiro social em que vive, então o que pensar de um país imenso como o nosso, com um monte de demandas sociais não atendidas, com um povo pobre com baixos níveis de consumo e escolaridade, o que farão com os equipamentos esportivos inúteis após os Jogos e a Copa? Temos demanda para eles?

E o que pensar nos custos? Não só das obras, mas dos serviços? Essas empresas, FIFA e COI, direcionam empresas para prestar serviços, cujos preços não podem ser discutidos, elas, e apenas elas, pdoem realizar tais serviços para o evento.

Se vivêssemos em um mundo ideal, essas obras estariam sendo pagas com dinheiro privado, o governo poderia, por exemplo, dar o terreno, e em troca receber alguma benesse social do equipamento, mas não é o que acontece, o que assistimos é o terror do Estado sobre o cidadão, com o precendente que está se abrindo com esses eventos, em qualquer momento o Estado pode violar o direito de moradia, pensamento e expressão das pessoas, tudo em troca de quinze dias de farra, e enquanto isso o mundo dá risadas da nossa ignorância, vendo o peripatético presidente do COB com aquele riso cadavérico desfilando nos eventos como um papagaio de pirata, a imprensa dizendo amém a tudo.

Temos que impedir que os eventos aconteçam, as obras que estão sendo feitas no momento, em sua maioria são de infra-estrutura que JAMAIS poderiam estar contigenciadas a um evento, pois isso no código de defesa do consumidor - somos consumidores do estado, certo? Pagamos e recebemos serviços em troca - é venda casada, não podemos receber obras viárias importantes para desafogar o trânsito da cidade só porque vamos receber Copa e Olimpíada, isso é obrigação do governo de fazer, mas só o faz porque tem uma desculpa para arrancar mais dinheiro dos cofres públicos e direcioná-los indevidamente para obras inúteis e superfaturadas.

E ainda por cima da forma que estão sendo feitas, destruindo o tecido urbano, desalojando famílias. Quem diz que essas pessoas são egoístas, que o interesse privado não pode se interpor ao público, é porque está escondido no quentinho de sua casa, com dinheiro no bolso e tendo pra onde ir, aquelas pessoas que foram desalojadas para passagem das obras moravam há décadas nesses lugares e foram postas na rua junto com entulho, como se não valessem nada, não há uma mínima fagulha de respeito a essas pessoas, quem está dando essas ordens está escondido atrás de uma mesa dentro de um escritório da prefeitura bem longe dessas pessoas, isso está acontecendo agora enquanto escrevo este texto, e vai continuar acontecendo até 2016, e a julgar pela impunidade que a prefeitura vem tendo, isso vai continuar no futuro criando uma total falta de segurança jurídica de se viver nessa cidade.

O Rio de Janeiro é uma cidade muito antiga, 400 anos não são simples de administrar, a cidade tem vários núcleos históricos, Campinho era um desses, foi arrasado, ironicamente só sobrou uma placa indicando "Caminho Imperial" "Capão do Bispo", aquele lugar era o entroncamento entre rotas importantes da colônia e do império, e foi arrasado sem nenhum estudo histórico, para a prefeitura, se não está na Zona Sul ou no Centro, não existe, por isso esse desprezo com a população da Zona Norte, que vem sendo tratada como entulho, populações sendo removidas em vez de reassentadas, como deveriam ser as pessoas, que, acima de tudo, são cidadãos pagadores de impostos.

Já assisti esse filme antes, em 2007, e a continuação dele (trilogia? 07-14-16?) não será bonita de se ver.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

CAPES e ANPG se manifestam

Entrevista com o presidente da Capes PDF Imprimir E-mail






Terça, 17 de Maio de 2011 12:25






Capes torna sem efeito Ofício Circular nº 32/2011, enviado aos pró-reitores de pós-graduação no dia 2 de maio, que trata do cadastramento de bolsistas com vínculo empregatício remunerado. Mais esclarecimentos na entrevista com o presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães:

1. A Capes e o CNPq publicaram no dia 2 de maio uma nota sobre acúmulo de bolsa e vínculo empregatício, relacionada à Portaria Conjunta CAPES-CNPq n° 01/2010. Qual o motivo desta nota, quase um ano após a publicação da portaria?

A portaria tinha e continua tendo a intenção de estimular o estudante a ter a possibilidade de ser contemplado, durante a pós-graduação, com um vínculo empregatício. Não queremos estimular mecanismos de risco para o que é o principal objetivo da pós-graduação: estimular jovens que estão cursando pós-graduação, sobretudo os provenientes da iniciação científica, a obter um desempenho que permita um vínculo empregatício. Com a portaria, o bolsista que se desenvolveu bem no mestrado ou no doutorado e tem a oportunidade de trabalhar numa empresa ou em uma instituição privada para dar aula, por exemplo, poderá fazer isso legalmente, diferentemente do que acontecia antes, quando trabalhavam sem carteira assinada e sem comunicar às agências. Mesmo assim, há que se considerar a questão do tempo de dedicação ao curso e ao emprego, o que só pode ser decidido pelo orientador do bolsista, endossada pelo coordenador de pós-graduação (CPG).

Isso é importante para a instituição que contrata e para o aluno e é um exemplo para os colegas dado o seu desempenho. De maneira nenhuma a portaria estimula que, para ganhar bolsa, tenha que ter vínculo antes. O vínculo antes é o problema, pois é preciso que seja o orientador que autorize: salvo em pouquíssimos cursos, o aluno que está entrando não tem orientador ainda, e, quando tem, é tão novo que não sabe se o aluno tem desempenho suficiente e em que nível está o desenvolvimento de sua tese ou dissertação, portanto, como pode fazer isso antes? Isso só pode ser feito depois. E o depois é pelo menos seis meses. Não acredito que antes disso possa permitir ao orientador uma visão clara para essa autorização.

Por que a nota? Porque houve interpretação indevida e imprópria para atender casos específicos e particulares à revelia do juízo do orientador sobre a pertinência da concessão da bolsa, baseado do desempenho do aluno, após o início do curso e do projeto de pesquisa. Há casos de pessoas com vínculo na própria instituição sendo estimuladas a fazer o mestrado por causa da bolsa. Não é esse o papel da Capes e do CNPq. Não se trata aqui de considerar a bolsa como complementação salarial. Esta condição está contemplada de forma exclusiva para os professores da Rede Pública de Educação Básica, prevista na Portaria Ministerial nº 289, de 31/03/2011, modificada pela Portaria nº 478, de 29/04/2011. A formação é para prepararmos mais jovens para o bom desempenho em suas áreas de atuação para o desenvolvimento do país e não para complementar o salário que a pessoa já tinha. Em algumas instituições e cursos, o fato de já ter o vínculo empregatício estava predominando para a seleção, sendo que esta deve ser feita por mérito.

Quem deve decidir se o bolsista tem desempenho suficiente para ter ou não vínculo empregatício é o orientador, não o curso. Só o orientador sabe quem são os alunos qualificados para essa possibilidade. Cada um tem uma média de 4 a 6 orientandos e é obvio que nem todos merecem ter essa autorização. Alguns terão, outros não. Portanto, houve sim falta de consideração para com a motivação maior da Portaria Conjunta Capes-CNPq n° 01/2010, que é clara e objetiva. O que houve foi a emissão de uma circular de setor da Capes sem a ciência da Presidência desta agência e muito menos do CNPq, e que levou ao sobressalto que estamos verificando.

2. Quais são então as regras para o acúmulo de bolsa e vínculo empregatício no âmbito da Capes?

Como eu disse anteriormente, a regra básica é que o aluno bolsista possa ter a possibilidade do emprego depois de já estar matriculado, quando seu orientador já tiver um conhecimento mais aprofundado sobre sua capacidade de se desenvolver no curso. Ou seja, como um produto do ganho do próprio curso de pós-graduação. Se não, nós prejudicamos a base inicial desse processo que é, sobretudo, o mérito e os bolsistas que provém da iniciação cientifica. Quem não observa esses requisitos, corre risco de não ter bons candidatos na pós-graduação.

Hoje temos cerca de 80 mil estudantes de iniciação cientifica no Brasil entre CNPq, agências estaduais e pessoas voluntárias – sem contar o Pibid da Capes e oriundos do Programa PET. Esses são os melhores candidatos para fazer mestrado. São 80 mil e o mestrado oferece anualmente, em todo o Brasil, 50 mil vagas. Portanto, é esse o nosso grande alvo. Claro que não é exclusivamente isso, mas colocar as bolsas nas pessoas já com vinculo estaria excluindo nosso principal candidato e isso nós não queremos estimular. Caso a situação persista as agências poderão considerar o cancelamento da Portaria.

3. No caso de um aluno que, sem vínculo empregatício, tenha sido contemplado com bolsa e, futuramente, seja contratado para o quadro da própria instituição na qual estuda. Ele terá a bolsa cancelada?

A bolsa deve ser cancelada, pois não foi instituída para estimular essa prática. Reafirmo: a bolsa não é uma complementação salarial. É para apoiar os jovens com mérito que, não tendo vínculo empregatício ainda, possam tirar proveito da oportunidade que o governo dá de estudar com bolsa nos cursos rigorosamente avaliados pela Capes e, a partir do seu desempenho, ter as oportunidades de conseguir um vínculo empregatício qualificado para as atividades que considerarmos prioritárias: tecnológicas e educação básica. Como acima mencionado, os professores da Educação Básica da Rede Pública podem acumular remuneração e bolsa, mesmo com o vínculo a priori.

4. As regras existentes antes da portaria, que permitiam o acúmulo de bolsas para professor da educação básica, professor substituto, tutor da UAB e profissional de saúde pública continuam valendo?

Continuam valendo. As portarias que tratam dessa questão mencionam claramente que são áreas de interesse do Estado. Permitir que professores da escola pública façam mestrado – sobretudo mestrado profissional, mas também acadêmico – recebendo bolsa é o principal objetivo. Estes, repito, nós consideramos interesse do Estado. O acúmulo, então, é permitido e vai continuar sendo.

5. No caso de servidor público. Quem já é servidor e torna bolsista, como proceder? E para casos em que o aluno que já é bolsista passa em concurso público, ele deve pedir o cancelamento da bolsa?

Não deve ganhar bolsa, essa é uma regra básica, exceto para professores da Rede Pública da Educação Básica. Os cursos têm que considerar o seguinte: tendo vínculo empregatício prévio, não deve ter bolsa de imediato. Essa é uma lógica fundamental sem a qual vamos colocar em risco a credibilidade e o sucesso da pós-graduação brasileira.

A Portaria não foi feita para estimular esse tipo de ação individual, foi feita para premiar os alunos que se destacam, estando na pós-graduação com bolsa do CNPq ou da Capes, venham, em função do próprio desempenho, conversar com seu orientador sobre a possibilidade de conciliar os estudos com o emprego. E não um direito prévio, isso é importante dizer. Portaria a gente faz e também desfaz e, se for seguida de maneira equivocada, poderemos cancelá-la.

6. Quais os desdobramentos possíveis em função dos questionamentos sobre a Portaria?

A Direção da Capes está determinando o cancelamento da citada circular e divulgando na sua página nota de esclarecimento sobre o entendimento a ser aplicado pelos orientadores e cursos sobre como deverão autorizar o bolsista a assumir compromisso de emprego.

A Capes e o CNPq farão um levantamento das situações junto aos cursos para posterior deliberação conjunta, além de, eventualmente, revisar a Portaria, tornando-a mais restritiva em seus objetivos ou, até, mesmo, revogá-la se as duas Agências considerarem que é melhor para o sistema.



17/05/2011
CAPES e CNPq anunciam ANULAÇÃO do ofício circular que cancelava bolsas

Após denúncias de pós-graduandos de todo o Brasil sobre o cancelamento de bolsas, a ANPG se reuniu com o presidente da Capes e obteve uma vitória preciosa: a garantia de direitos dos pós-graduandos.

A Capes acaba de divulgar uma entrevista com o seu presidente, Jorge Guimarães, em que ANULA o Ofício Circular nº32/2011 que trata do cadastramento de bolsistas com vínculo empregatício remunerado.A decisão foi tomada após reunião da ANPG com o professor Jorge Guimarães realizada nesta segunda-feira (16) e o novo encaminhamento é compartilhado pela Capes e pelo CNPq.

Na semana passada uma enxurrada de e-mails na caixa da ANPG nos deu a dimensão do problema gerado por um ofício circular da Capes orientando o cancelamento das bolsas de centenas de pós-graduandos do país por conta de uma nova interpretação a respeito da Portaria Conjunta n° 1 de 16 de julho de 2010 .

O ofício ameaçava os programas de perderem suas cotas de bolsas caso não cancelassem até este mês de maio toda as bolsas de estudantes que tivessem vínculo empregatício anterior à bolsa.

Tal informação gerou uma polêmica grande no país e centenas de pós-graduandos recorreram à ANPG. Na mesma semana, a entidade lançou uma nota contra o cancelamento das bolsas e conseguimos marcar uma audiência com o professor Jorge Guimarães.

Na reunião, da qual participaram diretores da ANPG e das APGs da UFRJ e da UnB, o presidente da Capes disse discordar do tom do ofício circular. Ele defendeu a Portaria, mas disse que havia desvios na sua aplicação que precisavam ser corrigidos, motivo pelo qual a Capes e o CNPq divulgaram a nota de esclarecimento de 2 de maio de 2011.

A presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, apresentou os e-mails recebidos pela ANPG reclamando do cancelamento das bolsas, assim como a nota divulgada pela entidade e as notas e manifestos da APG da UnB, dos pós-graduandos da UFF e do Conselho da UFRJ. Em sua intervenção, Elisangela defendeu que a Capes e o CNPq anulassem o cancelamento das bolsas e debatessem ajustes na Portaria para o próximo período. Um abaixo-assinado contra o cancelamento das bolsas também foi entregue.

O professor Jorge afirmou discordar do conteúdo do ofício circular – e, portanto, do cancelamento das bolsas como este documento impunha – e comprometeu-se a se reunir com o presidente do CNPq, Glaucius Oliva, para decidir sobre um novo encaminhamento. O diretor de relações institucionais da ANPG, João Carlos Azuma, então sugeriu ao presidente da Capes “descircular a circular”, que é exatamente o que a Capes e o CNPq estão fazendo, como pode ser observado na entrevista de esclarecimento publicada hoje.

A Capes e o CNPq anularam o ofício circular – portanto as bolsas não serão canceladas em maio, como previsto – mas alertam que farão um levantamento da situação das bolsas no país para combater possíveis irregularidades – a diferença é que agora será analisado caso a caso.

A vice-presidente da ANPG, Carolina Pinho, apresentou preocupação com o número de professores do ensino básico que teriam as bolsas cortadas de acordo com o oficio circular, ao que o presidente da Capes respondeu categórico: “não serão canceladas bolsas de professores do ensino básico”.

Esta é uma grande vitória de todos os pós-graduandos que resolveram se mobilizar contra o cancelamento generalizado das bolsas anunciado pelo ofício circular. A ANPG agradece a todos os que entraram em contato para apresentar suas demandas, reclamações, histórias, sugestões, manifestos, abaixo-assinados, etc.

A soma deste esforço coletivo nos conduziu a esta vitória e pode nos levar a muitas outras, como o necessário reajuste do valor das bolsas de pesquisa. Para alcançar novos êxitos, o momento exige organizar o movimento nacional de pós-graduandos, com a construção de APGs por todo o país.

ANPG


domingo, 15 de maio de 2011

DECISÃO ARBITRÁRIA DA CAPES E CNPQ AMEAÇA PESQUISA NA UNIVERSIDADE PÚBLICA BRASILEIRA

Educação nunca foi prioridade no Brasil, mas agora estamos chegando ao fundo do poço. A CAPES e o CNPQ, em uma atitude arbitrária e injustificável, estão ameaçando milhares de estudantes de Pós-Graduação com a retirada de suas bolsas de estudo.

É importante ressaltar que, historicamente, o acesso a tais bolsas sempre foi vetado a quem trabalhava. Porém, ao longo dos anos, foi sendo demonstrado que, além do valor das bolsas ser inferior ao salário da maioria dos profissionais formados em curso superior, o trabalho compatível com a pesquisa poderia inclusive ser benéfico para a formação do pesquisador.

Diante disso, CAPES/CNPQ divulgaram uma Portaria em Julho/2010, que autorizava o acúmulo de bolsa de estudos e emprego, desde que obedecidas algumas condições. Com isso, muitos estudantes foram beneficiados, em especial professores da educação básica e outros profissionais da educação e da cultura.

Mas agora CAPES/CNPQ decidiram voltar atrás e retirar de uma hora para outra todas as bolsas. Esta atitude está gerando um verdadeiro tsunami no meio acadêmico, abrindo um precedente autoritário perigoso, cujos desdobramentos podem ser imprevisíveis.

Abaixo, seguem links esclarecedores:


Portaria que autorizou o acúmulo
ftp://ftp.saude.sp.gov.br/ftpsessp/bibliote/informe_eletronico/2010/iels.jul.10/Iels134/U_PT-CJ-CAPES-CNPq-1_150710.pdf

Nota sobre a interpretação "êrronea" (veja bem, nem é outra portaria) http://www.capes.gov.br/images/stories/download/diversos/NotaCapesCNPq.pdf

Ofício que foi enviado aos programas
http://www.posgraduando.com/pos-graduacao/capes-estipula-prazo-para-cancelamento-de-bolsas-irregulares

Carta da APB-UNB
http://e-groups.unb.br/apg/Of.APG-UnB_12_05_2011_-_Carta_aberta_BOLSAS.pdf

Carta de um aluno de mestrado
http://www.hcte.ufrj.br/downloads/carta-aluno.pdf

Abaixo-assinado http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N9867

Comentários sobre a CAPESe cartas dos alunos de PG da UFF
http://www.saudecomdilma.com.br/index.php/2011/05/12/capes-e-cnpq-achacam-bolsistas-e-coordenadores-das-pos-graduacoes/

Update:
http://paraibarama.blogspot.com/2011/05/carta-de-uma-aluna-bolsista-prejudicada.html

Os textos se completam e são auto-explicativos.

Divulguem!

“O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem-caráter, nem dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons!”.

(Martin Luther King)

quinta-feira, 17 de março de 2011

Obama Who?

Da série “Nenhum jornalismo é necessário”
(mas o ‘jornalismo' no Brasil, além de desnecessário, é muuuuuuuuuuuuuuuuito ruim)

Sergio Caldieri
Obama na Cinelândia?! Como assim?! Obama who?!

Informação útil é informação que vem do mundo próximo (como esse postado), mesmo que seja uma espiadela em mundo muito, muito distante (como esse postado espiando o pintor que espia a pintura, espiado pelos personagens da pintura que o pintor não vê, por mais que se aplique – lição de anatomia da lição de anatomia da lição de anatomia, verdadeiro tratado da anatomia da luta, sempre perdida, do desejo de ver o mundo). O fato não existe. O fato ri do jornalismo.

IMAGEM: Norman Rockwell, 1955 (em http://www.letteri.blogger.com.br/?index.html)


Informação ‘da Reuters’, ‘da BBC’, ‘do nosso correspondente no ex-jardim do ex-reator ex-atômico e já explodido’ ou na ex-cidade que o tsunami varreu do mundo, ou “imagens colhidas pelas câmaras de segurança no assalto e/ou opinião-de-Danuza sobre fissão nuclear e visita de Obama não vale um réis de mel coado. O fato não existe.

Reproduzir imagens de câmeras de segurança, como fazem TODOS OS 'NOTICIÁRIOS' DA TELEVISÃO BRASILEIRA, sem faltar um, como se nisso houvesse algum jornalismo, é como por no ar, em horário nobre, o bilhete-de-despedida, bilhete-de-suicida, do jornalismo brasileiro.


Obama já era. Chega, no Brasil mais extemporâneo que Sinatra, MUITO mais sem sentido que Michael Jackson.

NADA pode ser mais ridículo no planeta, hoje, que Obama, frente ao Municipal do Rio de Janeiro, falando ao povo na Cinelândia. Que povo? Que Obama?

Melhor faria aquele hilário Departamento de Estado – e o governo brasileiro – se pussessem Obama lá dentro, de vez, logo, no palco do Teatro Municipal, fantasiado de personagem bufo de alguma ópera extemporânea, casamento de “Ases Indomáveis” e... West Side Story? De Madame Butterfly... e Inside Job?! Pluft, o Fantasminha... e matança de civis no Afeganistão?!

Há alguns meses, passeei, uma tarde, pela Cinelândia, saída, eu, do Museu Nacional, dia de férias no Rio de Janeiro. Tomei um chopp em homenagem ao meu falecido pai no (hoje) “Vermelhinho”, sucedâneo do nunca assaz elogiado “Amarelinho”, que meu pai nunca esqueceu, nem depois de 60 anos de ele não por os pés na Cinelândia. Da mesa, avistei, num canto do Largo da Cinelândia, uma bandeira do Hamás.

Era uma barraca, dessas de feira, onde se vendiam camisetas, bottons, bandeiras e adesivos, fazendo dinheiro para mandar para a Palestina Ocupada.

Conversei um pouco com os rapazes ali (gente de pouca conversa, uns homens bonitos, isso sim), comprei camisetas “Pela Palestina Livre”, “Palestina para os palestinos” e – camiseta imortal e imatável – “Yankees go home!”, uns adesivos do Hamás e do Hezbollah e segui adiante, confiante que, sim, a Cinelândia ainda é praça interessantíssima.

Agora... ISSO! E de quem, diabos, foi a tresloucada ideia de por Obama a falar ao povo na Cinelândia?! Quem sugeriu?! Quem concordou?! Quem mandô? Quem se ajoelhô, pôs-se de quatro, levantô o rabo?!

Aliás... Que Obama?! Por que não um príncipe coroado-lá daqueles?! Ou um sultão daqueles?! Por que não a Hilária?! Por que não na Cracolândia?! Por que não penduram uma placa “Pentágono”, logo, de vez, no pescoço do Cristo Redentor?!

Sinceramente, queria saber o seguinte, a sério: POR QUE, DIABOS, TIRAR OBAMA DE BRASÍLIA e metê-lo na Cinelândia, no Rio de Janeiro? Alguém pode me explicar isso? Que total loucura é essa, agora, de por esse Obama-nada, a discursar na frente do Teatro Municipal, na Cinelândia, no Rio de Janeiro?! Enlouqueceram todos?

Que Obama? Quer o que, aqui, o dito Obama? Por que não vai discursar em Gaza? Por que não se mete a fazer frases, por exemplo, no Bahrein? Por que não se mete a fazer discursos, por exemplo, lá mesmo, perto da casa dele, em Madison, Wisconsin?! Por que não se mete a discursar, o Obama, digamos, boa ideia, sim, sim... em Chicago?!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Unidos da Arena, campeã do carnaval 2011

Todo mundo já sabe quem foi a campeã desse ano, mas pouquíssima gente fora do meio carnavalesco sabe a origem do império que conseguiu ganhar vários títulos, muitos deles com enredos, digamos, não tão empolgantes quanto se esperaria de uma escola vencedora.

Minha torcida estava por outra escola, mas não sou defensor de nenhuma, até porque carnaval não é a minha praia, mas me revolta muito ver esse pastiche que foi a apuração desse ano, tentando dar legitimidade a uma fraude, e não surpreende que os outros dirigentes não tivessem tomado a mesma atitude de Ivo Meirelles, presidente da Mangueira, e abandonado a apuração, a ficar comemorando pontos que não levariam a nada, afinal de contas a escola vencedora recebia um dez atrás do outro como se só ela tivesse feito um desfile perfeito, era como se as concorrentes estivessem feito o desfile de costas ou tocando maracatu em vez de samba.

Dar 9 para a bateria da Mangueira, que ganhou o Estandarte de Ouro foi o cúmulo da aberração que foi a apuração dos desfiles em um carnaval marcado por tragédias como o incêndio que destruiu alegorias e fantasias de três escolas.

Sinceramente, se eu fosse alguma coisa dentro das escolas de samba, ou pelo menos da Mangueira, parava de desfilar, quem quisesse ouvir a bateria do "surdo um" que frequente a quadra da escola, afinal de contas ela tem uma história rica demais, que nos deu, Cartola, Nelson Cavaquinho, Carlos Cachaça, Jamelão não merece estar no meio desse pastiche que virou o desfile, com multinacionais patrocinando enredos, o carnaval é muito mais do que isso.

Da mesma forma que dizem que o carnaval da Bahia se afastou do povo com o excesso de mercantilização o carnaval das grandes escolas de samba está se esvaziando de representatividade, hoje os blocos de rua estão com muito mais força popular do que desfilar em uma ala de escola, afinal de contas, num bloco não tem fantasia cara, ala de passo marcado, samba de métrica difícil para agradar trocentos "autores", o que tem no carnaval de rua é a espontaneidade que está morrendo no carnaval das escolas de samba.

Segue abaixo a matéria publicada na extinta Revista Nossa História, edição nº 28 de fevereiro de 2006, clique nas fotos para ler o texto:






E para terminar um texto feito pelo pesquisador Luiz Cláudio Bezerra: A interferência militar na "Baixada Fluminense e o domínio familiar em Nilópolis" Muito esclarecedor sobre a trajetória não só da Beija Flor bem como a ascensão da contravenção dentro do mundo do samba.

Longe de querer esgotar o assunto, espero que este post sirva de esclarecimento para muitas pessoas que, como eu, se revoltam com esse excesso de mercantilismo, pasteurização e sequestro de sua legitimidade não só do carnaval, mas de todas as manifestações culturais do nosso país, de como através do pão e circo nos fazem bater palma pra maluco dançar.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Rio em Guerra

Era de se imaginar que isso acontecer, os mulambos descalços decretaram guerra ao Estado, deu nisso, enquanto a brincadeira era mandar dependentes de crack pagos a dez reais e uma pedra incendiarem carros pelas ruas pareceu que estavam "ganhando" alguma coisa, agora eles vão ver o que vão receber, o mesmo que a Maria recebeu atrás da horta.

Blindados da Marinha aplaudidos nas ruas, meus amigos sexagenários, que em 64 e 68 se rebelaram com o golpe militar teriam arrepios ao ouvir isso, mas agora eles estão do "nosso" lado, defendendo o estado de direito, a normalidade, para corrigir a leniência de décadas de governos corruptos que se aliaram ao narcotráfico, ou o toleraram, para governar sem se comprometer pelo verdadeiro bem-estar social que tão caro pagamos com nossos impostos.

Pago imposto pra ver policial na rua, pra ver carro patrulha novo, camburão, blindado, e se necessário até mesmo um estado de exceção para podermos voltar à normalidade.

Essa guerra está anunciada há décadas, desde que o estado resolveu escolher para quem deveria governar, abandonando o resto a própria sorte, essa grande parcela foi submetida ao "darwvinismo social" e ela procurou sobreviver da maneira que podia, contaminou aqueles que queriam ser contaminados, seja a classe média-alta com seus psicotropicos recreativos aos que procuravam o entopercimento para esquecer a fome, miséria e a falta de perspectiva de vida.

Gerações jogadas na lata de lixo da história, semi-analfabetos funcionais, sem futuro e sem passado, vivendo como bichos, comendo os restos de uma sociedade ignorante e egoísta, deu no que deu, ocuparam as encostas, surgiram líderes com fumaças de intelectualidade que enveredaram num discurso pseudo-marxista para justificar o direto de fazer um baile funk estilo Colômbia com desfile de armas cromadas e execuções performáticas usando armas brancas e queima de cadáveres.

O governo federal deu o primeiro passo, dando renda para as pessoas pobres, mas algumas delas estão fazendo as escolhas erradas, hoje assistindo o noticiário vi o pai de uma menina de 14 anos, morta, baleada pelas costas dentro de casa diante de seu computador novo comprado a menos de três meses, dizer que o presente de 15 anos da filha seria uma moto e que ele ia fazer de tudo para dá-la à filha que morreu prematura e estupidamente nessa guerra sem quartel.

Vejam bem, as pessoas que moram em comunidades não são diferentes de nós, que nascidos e criados no asfalto estranhamos o afã dessa massa em comprar bens de consumo, mas se imaginarmos que a uma década essas pessoas estavam na linha de sobrevivência foi um salto enorme, mas é necessário educar essas pessoas, não adianta levar UPP, água e luz regulamentares, é necessário também "tirar a favela" de dentro da mentalidade delas, mostrar que não adianta ter eletrodomésticos novos se ela insiste em continuar morando em lugares de difícil acesso, sem urbanização, onde não sobe uma ambulância ou um caminhão de coleta de lixo, é necessário criar um padrão de moradia, mínimo que seja, e impor a essas pessoas que se regularizem e vivam de forma digna.

Isso não é um discurso facista, é necessário criar padrões mínimos, e não deixar que nada abaixo disso se estabeleça.

Há 20 anos a cidade tinha menos da metade das favelas que tem hoje, elas se estabeleceram em prédios industriais abandonados, terrenos baldios, vãos de viadutos, terras devolutas, em suma, em qualquer lugar onde haja um espaço alguém almeja construir "uma casinha" para morar.

O crescimento desenfreado das favelas foi visto e fartamente documentado, mas não foi combatido, até pouco tempo esse nome era tabu na imprensa, se dizia "comunidade carente", numa hipócrita manifestação pseudo politicamente correta, que na verdade procurava esconder o óbvio: o estado sucateado e inerte não tinha mais controle de seu território, e abria as portas ao precário, ao irregular e ao ilegal.

Onde o estado falha o não-estado aparece, com suas relações precárias de tudo, com o furto de serviços (água e luz) e cerceamento de liberdade (mílicias), transporte irregular, em suma, hoje marca um momento sem volta, com a queda do Complexo do Alemão desarticula-se o grande mosntro vendedor de jornal e queiridinho do IBOPE das emissoras de TV, o "crime-organizado".

O que vi hoje, molambos descalços portando armas que custam o preço de um carro popular, mostra bem que tipo de inimigo combatemos, não são super-soldados, não são mercenários sem alma, são moleques brincando de guerrinha, achando que queimar ônibus e carros podem fazer o estado recuar em um planejamento estratégico que é muito maior que uma favela ou um território de venda de drogas, esses molambos magrelos e sujos, com suas camisas de times de futebol e insígnias de poder nas suas armas desgastadas não podem servir de ameaça a um país que dispõem do maior efetivo militar da América do Sul.

A prova hoje estava nas ruas da Penha, blindados M-113 para transportar os homens do BOPE, depois chegaram os Camanf, veículos de assalto protando duas metralhadoras .50 usados para desembarque de soldados em campo de batalha, capazes se suportar um alto grau de agressão, muito maior que os coquetéis molotov caseiros que os bandidos usam em suas ações de guerrilhas.

Marcinho VP e Elias Maluco, dois mentores intelectuais dessa bárbarie teoricamente estão em Porto Velho, talvez nem estejam mais nesse mundo, baixada a poeira podem descobrir que durante o RDD obrigatório a que todo preso de alta periculosidade é obrigado a passar em cada transferência eles apareçam mortos enforcados nos próprios lençóis, antes assim. São irrecuperáveis para a sociedade, uma vez finda a parcela de pena que são obrigados a cumprir, e que a justiça reduz mediante a atenuantes de "bom comportamento" e atitudes regenadoras tal como uma suposta conversão evangélica provavelmente estavariam tramando assim que sair da prisão retomar suas atividades criminosas.

Infelizmente o sistema carcerário não corrige um apenado, somente por força de vontade do próprio preso ele sai da vida criminosa, na maior parte das vezes reincide e muitas vezes com crimes piores que o primeiro que o levou a prisão.

A atual geração que está na vida do crime está perdida e só se salvará por ela mesma, cabe a nós, a sociedade constituída, salvar a próxima geração, inclusive a que ainda nem nasceu, criando condições para que cresçam sem ver armas de fogo, sem sofrer o estado de terror do tráfico, que sua escolha de vida não seja ter uma pistola cromada e um tênis da moda no pé.

Essa batalha que começa essa noite, e que já está ensaiada há anos, será um marco na história do país, e servirá de exemplo para outros estados, como por exemplo para a Bahia que sofre com suas gangues de traficantes que chegam ao cúmulo de realizar festas em plena luz do dia com anúncio em rádio, em uma dessas festas foram presos mais de cem bandidos a maioria com passagem pela polícia, muitos menores drogas e armas.

Ou então o nordeste que vê suas cidades interioranas assaltadas por bandos que explodem bancos e tomam vários reféns, ou então no Sul em que cidades estão tomadas por viciados, São Paulo que tenta esconder sua rotina violenta por baixo de um verniz frágil de civilidade e competência, em suma, o que acontecer aqui servirá como base de ação para que no país todo haja uma uniformização das ações policiais e de uma vez por toda se desmonte essa máquina de guerrilha urbana antes que ela se torne profissional demais, porque o que vimos hoje é que o monstro não é o que parece, é perigoso, mas levado à sua escala humana sangra e morre.

É cruel, mas é a realidade, é uma guerra, e antes de chorar a minha mãe que chore a deles.

sábado, 23 de outubro de 2010

Bolinhagate, mais um vídeo

Esse é o definitivo do definitivo, agora aparece uma pessoa tacando a bolinha no candidato, ou seja, era mais fácil a dona Globo ter pego esse vídeo do que manipulado o outro, mas vai saber, a essa altura o Ali Kamel já deve estar passando no RH pra acertar as contas de mais essa burrada do jornalismo global.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Bolinhagate, o vídeo definitivo

Depois disso não sei porque o governo ainda não tirou da gaveta os papagaios da Globo referente a importação de equipamentos eletrônicos e empréstimos no BNDES (depois acho a matéria e posto aqui, é de 2002 quando Lula assumiu o poder), ou melhor ainda, abre processo para a cassação de concessão de sinal aberto, se quiserem contar mentira que o façam em canal fechado com gente pagando pra ver essas porcarias, que aliás é o que mais tem nesse canal.

Mas voltando a vaca fria, ou a bolinha fria, como queiram. Quem conhece um pouco de mainpulação de imagens sabe que em poucos frames pode-se forjar algo que não existe, realçar algo, em suma, fazer uma coisa parecer o que não é.

A globo, tadinha, passou a tarde inteira procurando alguma imagem que a agradasse, manipulou, criou a historinha, tudo para passar em horário nobre, com a voz empostada do casal Bonner e seu olhar recriminador.

Enquanto isso na internet, as imagens brutas, de celulares, cameras de TV de outras emissoras, mostravam aquilo que realmente aconteceu, uma farsa iniciada do nada para vitimizar um sujeito que não tem propostas, só mentira e calúnias.

Vamos ao vídeo:

Veja a revista Veja

Estou colocando o "Circo" a serviço da desmitificação e desmascaramento dessa rede de injúrias e difamações que vêm ocorrendo na disputa presidencial, acho que o brasileiro tem que ser respeitado em sua inteligência, apesar que os barões da grande imprensa acharem que todos tem doze anos de idade mental.

Abaixo uma série de capas de um passado não muito distante que mostram claramente, por "eles mesmos" quem é a turma de FHC:

Veja a Revista Veja. Pérolas da história. Role a página até o fim
e faça uma boa viagem.
Vamos relembrar o que fazia Serra e seus amiguinhos, revendo as capas da suja revista Veja na “Era FHC” .

Isso também é bom para certos leitores da revista Veja que simplesmente esqueceram o que saiu na própria Veja em outros tempos.

Casos de corrupção, dossiês, caixa dois, propinas, maracutaias etc. Confira as capas da Veja de 1995 a 2002 e tire as suas conclusões. Se você acredita nas histórias que esta revista conta hoje, deveria acreditar no que ela publicou nos anos anteriores.

Com a diferença de que nas eleições de 1994, 1998 e 2002, a revista não tentava influenciar eleições como está fazendo agora. Eles escondem o que já escreveram.

Mas reveja as denúncias e descubra quem são os verdadeiros mestres na arte da corrupção (coisa de alto nível):

17/02/1995


29/11/1995

21/05/1997

19/11/1997

06/05/1998


05/11/1997


18/11/1998 – Olha o José Serra aí…


02/09/1998


05/05/1999


25/11/1998


Só para relembrar: Mendonça de Barros é aquele assessor de Geraldo Alckmin que defende a privatização da Petrobrás, Correios etc, veja mais capas:

10/03/1999


21/01/1999


21/04/1999


09/06/1999

09/02/1999


28/04/1999


19/07/2000


05/04/2000


09/08/2000


20/09/2000


14/03/2001


02/05/2001


11/04/2001


16/05/2001


06/06/2001


29/05/2002


E agora, a Capa Campeã – um resumo das práticas dos privatas e tucaneiros com o patrimônio público:

09/05/2002


E agora, uma última pergunta:

E você sabe se alguma das pessoas citadas chegou a ser presa ou responde a processo pelos crimes que cometeu na Era FHC?

terça-feira, 23 de junho de 2009

quarta-feira, 6 de maio de 2009

O rastro da visita do COI

Bom, a visita do COI já aconteceu, e a essa hora os delegados estão andando por Madri vendo as instalções construídas pelos espanhóis (mais de 70% já prontos), a imprensa daqui, como sempre, não fala nada, apenas inventou uma história mirabolante de espionagem envolvendo um inglês e uma agência de notícias espanhola.
Para quem não sabe a candidatura de Londres está apoiando a do Rio, então nada como dar uma mãozinha com um boato de espionagem para tentar esconder a pobreza de recursos que a Rio 2016 apresentou aos delegados do COI.
Apesar de terem oferecido garantias de investimentos da ordem de 30 bilhões de reais, os organizadores da Rio 2016 não responderam satisfatoriamente várias questões, principalmente transportes e segurança.
No quesito transporte o prefeito admitiu que a infra-estrutura lamentável da cidade seria o grande desafio e apresentou propostas já usadas no pan, tais como vias exclusivas e férias escolares além de um inédito e nada agradável rodízio obrigatório de veículos.
Ora bolas, seis anos (se contarmos a partir de 2010) dá pra cosntruir bastante coisa, sem contar que em 2014 teremos a copa do mundo, então porque essa visão tacanha diante de tanto por fazer e tanto dinheiro a ser empregado a fundo perdido para os Jogos?
Por um simples motivo, superfaturamento e clientelismo, muito desse dinheiro que está sendo apresentado como disponível vai acabar sendo desviado ou mal empregado, assim como foi feito no Pan e na construção do "Navio Negreiro", a famosa Cidade da Música, a obra inacabada do antigo prefeito que agora através de uma auditoria tardia mostrou que foi superfaturada e seus custos subestimados.
Aliás, cadê a CPI do Pan, está madurinha para sair, agora que provaram que a prática de superfaturamento nas obras do Maia eram praxe, o que podemos dizer das construções do Pan?
Esqueceram do projeto do Engenhão sem banheiros? Do desaparecimento de centenas de milhares de reais na forma de material rodante da extinta RFFSA que sairam dos pátios da oficina do Engenho de Dentro durante a construção do estádio?
Ou então do re-estaqueamento das fundações da Arena, por terem sido malfeitas e atrasado a obra em quase um ano, mas devidamente cobrado da prefeitura, a exploração dos trabalho dos operários de forma quase que escravocrata, chegando ao ponto dos operários cruzarem os braços por falta de pagamento, e a prefeitura jurando de pés juntos que tinha pago aos operários.
O que dizer então do portentoso velódromo, que seria provisório ao custo de 60 milhões, deu lugar a um fixo de 35 enquanto em Brasília construíram um centro de excelência de ciclismo com um velódromo de concreto ao custo de UM milhão de reais?
Provas de superfaturamento do Pan temos aos montes, mas ninguém tem coragem de denunciar, porque tem muito interesse envolvido nessa história, muita gente está mamando na teta do dinheiro olímpico, esperando verbas a fundo perdido.
Na questão da segurança, no dia do passeio dos delegados, já tinham acontecido dois arrastões na Linha Amarela além de um policial morto na Avenida Brasil, e detalhe: esses fatos ocorreram no caminho por onde a comitiva ia passar.
Sem falar no incidente do Metrô no qual um repórter sofreu a truculência dos seguranças do COB por tentar entrar no vagão desinfetado em que os delegados iam passear.
Aliás, parabéns aos cariocas que não se deixaram levar pelo oba-oba, pouquíssimas pessoas de verde-amarelo nas ruas, apenas os inocentes utéis de sempre manipulados pelos candidatos a lider comunitário e vereadores comprometidos com suas lideranças políticas.
Vamos ver se essa coalizão de forças vai continuar depois da derrota da candidatura carioca, os adversários são fortes e competentes, o que apresentaram aqui foram promessas, maquetes e muita festa pra fazer gringo rebolar, isso é muito pouco para um evento que carrega a responsabilidade de congregar os povos, apesar de que essa premissa a muito tempo foi abandonada em nome do lucro das verbas publicitárias.
Estamos em um momento em que o morador da cidade do Rio está vivendo numa guerra, ontem em pleno Leblon, zona nobre da cidade e perto da casa do governador, um tiroteio assustou os moradores, agora esses eventos acontecem a qualquer hora do dia e em qualquer lugar da cidade, é a democratização da violência, e para isso o governo não apresenta nenhuma solução além de colocar mais policiamento e provocar mais confrontos, esquecendo que muito dessa violência é fruto das políticas de educação e habitacional, inexistentes, demagógicas e sem ligação com a realidade que estamos vivendo na cidade.
Espero que a divulgação da auditoria da Cidade da Música acenda um alerta na cabeça do povo, e ele se coloque contra qualquer obra faraônica na cidade, principalmemte estas da olimpíada, que além de tudo nos colocam como cidadãos de segunda categoria, porque seriam feitas não em benefício da população, mas para agradar os visitantes, ficando para os cariocas a sobra da festa.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Sexta-feira negra

Amanhã, dia 1º de maio, data tradicional de protestos dos trabalhadores, teremos mais um motivo para protestar.

Vamos às ruas trajando luto, pela nossa cidade, pelo nosso estado, pelo nosso país.

Somos governados por um bando de incompetentes que pensa que o povo vive de pão e circo, querem enfiar na nossa cidade, de tantos problemas acumulados ao longo de anos, um evento inútil e caro.

Existe a ilusão dentro do governo federal em apresentar o Rio como uma espécie de vitrine do país, esquecendo que dentro dessa vitrine vivem pessoas que precisam ter suas necessidades atendidas.

Mas não, eles acham que a festa por si só basta, que atraindo turistas, e vagabundos que vem atrás deles e de uma vida fácil a beira da praia, o problema está resolvido, que transporte, saúde, educação, segurança, são facilmente trocados por um oba-oba oportunista.

As obras do Pan fora um claro aviso do tamanho do roubo que pretendem fazer com a Olimpíada, não bastou sequestrar a cidade por uma semana, cercear o direito de ir e vir das pessoas, criar a falsa sensação de segurança com tropas fortemente armadas, depois do Pan a cidade voltou ao que era antes, em alguns casos pior.

A polícia recebeu novos equipamentos, melhorou, de fato, mas os bandidos por incrível que pareça também aumentaram seu arsenal e crueldade, passaram a vender e usar drogas mais poderosas, aumentaram os crimes violentos, mas a cidade quer passar um clima de normalidade que não existe.

As obras de infra-estrutura de transporte ficaram apenas na promessa, muita gente se mudou para Jacarepaguá e Barra na ilusão que teria um sistema de transporte rápido e seguro para ir e voltar do trabalho no Cantro da cidade, e agora sofre em ruas engarrafadas, em ônibus cheios e inseguro, tudo porque aqueles que deveriam fazer sua parte não o fizeram.

Hospitais que foram tão criticados antes do Pan, que receberam uma injeção grande de dinheiro, voltaram ao seu estado de sucateamento e incompetência, as pessoas ficam peregrinando com seus entes queridos de unidade em unidade, numa via crucis insuportável.

Amanhã os delegados do COI farão um passeio pela cidade, sem batedores, mas com uma forte escolta policial, por locais que já foram previamente limpos, de pessoas e coisas, a cidade está sendo toda empastelada de verde-e-amarelo para dar a impressão que existe uma euforia em torno da candidatura.

Falta apenas os palhaços do picadeiro, nós.

Amanhã vistam preto, para mostrarmos que não somos massa de manobra, que o governo não pdoe manipular a nossa vontade em nome de pretensões políticas ou financeiras, já roubaram muito no Pan, querem roubar mais ainda agora.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

100 dias, sem governo, sem Paes nem paz.

Pois é, desde que criei esse blog fiquei sem saber o que fazer exatamente com ele.

Fazer um diário do que acontece na cidade daria muito trabalho e tomaria muito do meu tempo, que é escasso, então decidi que tomaria como base uma data emblemática, um símbolo que daria para fazer uma avaliação do que de bom e de ruim tivemos da posse para cá.

100 dias, parece muito mas não é, mas também não é pouco, considerando que o prefeito se auto-denomina "conhecedor da máquina pública" sua incapacidade de lidar com as "caixas-pretas" da prefeitura demonstra que ele nunca teve acesso realmente ao sistema de administração da cidade, é como se dessem ao office boy o direito de comandar uma fábrica, e que ele toma contato com coisas que jamais viu na vida ou outras que ele só conhecia de nome.

Esse é o nosso prefeito, nomeou uma tropa de choque formada em sua maioria de antigos aliados, cesar boys de antiga data, que formam seu secertariado.

E o que conseguiram?

Nada.

O mais proeminente, de longe é o Rodrigo Bethlem, paladino incansável da ordem pública, que junto com seus auxiliares faz uma luta contra as irregularidades na cidade, mas anda com um carro carregado de multas e dá o mau exemplo estacionando em fila dupla na cerimõnia de posse do novo chefe de polícia da capital.

Mas isso não é nada, de todos os secretários poderíamos ele ger o mais e o menos eficiente, mas vou listar alguns aqui, se esquecer outros e porque simplesmente não fizeram nada digno de nota para ser falado.

Cláudia Costin, o flagelo das universidades no governo FH, deu uma bola dentro ao começar a combater a indigência cerebral endêmica nas escolas públicas, ainda está muito longe de conseguir algum resultado positivo, mas os primeiros reflexos poderão ser vistos no final do ano, quando os 75% dos alunos da rede pública, analfabetos funcionais, terão conseguido aprender alguma coisa, essa foi umas das heranças mais nefastas da administração anterior. mas mesmo assim, não consegue dar conta de escolas destruídas e falta de professores, mas o governo têm grana pra dar laptops pra professor, deviam dar salário decente e cursos de capacitação, mas laptop dá dinheiro porque você compra do forncedor (superfaturado é claro) e depois de dois anos o aparelho já está ultrapassado, isso se não tiver sido roubado ou destruído.

Hanns Doham (nem sei escreve o nome do sujeito assim), o secretário de saúde, que lida com os hospitais da prefeitura sucateados, entregues a uma gangue de médicos consorciados, que recebe os repasses e não trabalha, cujo presidente do sindicato escarnece do valor pago munícipio para médicos plantonistas para trabalhar um dia da semana dizendo que o teto da categoria é dez vezes superior a isso, não fez nada, embarcou no oba-oba das UPA´s mas não inaugurou nenhuma, prometeu médico da família mas não implantou o sistema, em suma um zero a esquerda.

Sansão "careca", Secretário de Transportes, uma nulidade ambulante, pouco fez e o que fez, fez errado, vide o caso do caminhão da Comlurb no rebouças, não apresentou nenhum projeto viário para acidade, apenas fica lá enxugando gelo ou fazendo suas aparições brilhantes(literalmente) com sua careca nos jornais locais, deprimente.

Chiquinho da Mangueira, Secretário de Esportes, esse nada fez e pelo visto não fará nada, está aguardando o resultado da Rio 2016, para dar partida na campanha para vereador ou deputado estadual, aliás, a política de esportes da prefeitura é de uma indigência atroz, depois de construir um estádio de atletismo, um ginásio e um parque aquático, a prefeitura apenas agora conseguiu um convênio meia-boca com o Botafogo para usar as instalações externas do estádio, uma pista de atletismo novinha, que deveria ser usada como área de treinamento e aquecimento de atletas em competições. outra nulidade que faz do que favor em não aparecer na mídia.

Guaraná, Secretário de Obras, hours concours, campeão de desculpa esfarrada e de jogar responsabildiade nas costas dos outros, se você teve a suspensão do seu carro destruída em um buraco, agradeça ele, se sua rua está com o poste apagado à noite agradeça a ele, aliás, diga-se de passagem, podia colocar esse sujeito em qualquer secretaria que ele não faria nada mesmo, pois só é bom de fotografia, como a dos cartazes de propaganda política onde apareçe vinte anos mais jovem.

Jandirão, Secretária de Cultura, a primeira coisa que fez foi fechar as lonas culturais da prefeitura, alegando falta de segurança nas instalações, louvável, mas cadê a política cultural da cidade? Ao que parece tirou o pouco que se tinha e nada colocou em seu lugar. Recebeu a Cidade da Música, que o prefeito diz que vai terminar após receber o relatório de uma extensa auditoria que ainda não terminou e não tem data para terminar.
Se depender dela a cultura oficial da cidade será carnaval e baile funk, com eventuais aparições de axezeiros, em algum show pago pela municipalidade na Praia de Ramos.

Antonio Pedro, Secretário de Turismo, não sei que apito o cara toca, mas pintar a cidade de cor-de-rosa e lançar a campanha "Love in Rio" para o dia dos namorados é um tanto homoerótica demais, mesmo considerando que a cidade foi apontada como gay friendely pelas organizações internacionais que lidam com o assunto.
Aliás, ser secretário de turismo de uma cidade onde se mata grávida em sinal de trânsito, esfaqueia-se turista na praia e cai bala perdida no calçadão de Copacabana, além de assaltarem hotéis e pousadas e o crime organizado contar com eventos importantes da cidade para incrementar a venda de drogas consumidas principalmente pelos turistas, é uma missão um tanto inglória.
É uma grande mentira vender "índustria do turismo" em uma cidade de 6 milhões de pessoas onde 1/3 vive em favelas e mais da metade tem problemas sérios com os serviços públicos, chega a parecer piada que ainda se tenha alguma pretensão de se ter uma agenda setorial para isso, quando na verdade a cidade deveria estar em estado de sítio.

Jorge Bittar, esse ganha de longe o prêmio 'cachorro que caiu do caminhão de mudança', as caras e bocas que ele faz mostra um suejtio totalemnte aturdido e perdido nas demandas habitacionais que a cidade precisa.
Pra começar a secretaria dele não tem dinheiro, a prefeitura precisa vender vários imóveis próprios para fazer caixa, não só para habitação, mas para tudo dentro da cidade.
A cada dia mais miseráveis desembarcam na Novo Rio ou em favelas tipo a Rio das Pedras, que inaugurou a nova modalidade de moradia, chamada quitinete (pelo menos em favela é novidade, nos anos 50 se construiu aos montes em Copacabana), essa praga se alastrou pela cidade, pois no lugar onde o senhorio ganharia um aluguel, ganha 5 ou até 10, tudo dentro das condições de salubridade e segurança estrutural dignas de palafita de de beira de mangue.
A política habitacional da cidade está em défict há mais de 10 anos, qualquer tentativa de consórcio com a indústria da construção civil está descartado, porque esta vai muito bem obrigado, vendendo imóvel na planta com serviços de clube para uma classe média encurralda pela violência que pensa que viver atrás de um muro vai lhe garantir segurança, até o dia que os arrastões em conomínios de luxo se tornarem realidade, aí perceberão em que armadilha cairam.

Fernando William, assistência social, esse nem sabia que tinha cargo no governo, fez sua aparição triunfal quando o choque de ordem revelou aquela cena africana de jovens drogados se prostituindo na entrada da favela do Jacarezinho, prometeu que vai fazer e acontecer, instaurou um grupo de trabalho, mas aqueles jovens que foram apreendidos na rua a essa hora já estão de volta aos seus antigos pontos de prostituição atrás de dinheiro para fumar mais uma pedra, provavelmente se sobreviverem mais alguns meses estarão armados para roubar transeuntes e provavelmente teremos outra Leslie, João Hélio, Pedros, Marias, Joões, e toda uma série de vítimas de tiros intencionais ou não, nessa bárbarie que é o dia-a-dia na cidade do Rio de Janeiro.
Considerando que a cidade sequer possui um único posto ou entidade para cuidar dessas pessoas fica muito difícil querer reverter esse quadro, ams era para ele desde o primeiro dia estar mostrando e atacando esses problemas e não ter esperado que aquelas cenas lamentáveis viessem a público mostrando o tal despreparo da máquina pública para conter essa ameaça.

Pedro Paulo, da Casa Civil, uma espécie de camareiro-chefe do prefeito, ninguém sabe o que faz, qual suas competências, não é vice - para isso existe um cargo específico já ocupado - não gerencia, não dá ordens e nem as recebe, parece uma espécie de figura decorativa que está sempre sentado à mesa principal ao lado do prefeito. Viaja, dá entrevistas, seria uma espécie de Dilma Roussef municipal, aquele que será o poste para uma possível eleição no futuro?

Bom, listei os que, de memória, tiveram alguma aparição relevante na mídia nos últimos tempos, se esqueci de alguém é porque não fez nada de relevante, só fazem passar no caixa no final do mês com o contracheque.

E enquanto isso nós vamos sobrevivendo, apesar dos buracos, greves, balas perdidas, e ainda tendo de assistir o sapo barbudo vir toda semana ao Rio fazer propaganda do PAC nas favelas, atraindo assim toda a escória de miseráveis e vagabundos do país para nossa outrora cidade maravilhosa.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

O ATAQUE DOS CLONES


Começou mal, muito mal, o novo prefeito. Já criando um factóide barato com seus prefeitinhos, uma coisa infantil e indigna de uma das maiores cidades do mundo, que merece ser tratada com respeito e seriedade. O mauricinho acha que vai dirigir algum jardim de infância, onde os amiguinhos andam de uniforme igual?

E já começaram também as incoerências. Ao mesmo tempo em que diz que vai conter gastos, que será um ano duro, passou a virada de ano ao lado de Scott Givens, da Disney, prometendo chamá-lo para fazer os fogos do próximo reveillon. Isso após afirmar que sabe que o custo será alto!

Confiram no trecho abaixo da entrevista publicada hoje pelo jornal O DIA (íntegra no link):

—O que a gente pode esperar para o Réveillon do ano que vem?
Este ano, eu estou trazendo o Scott Givens, que é o cara da Disney e que organizou a abertura dos Jogos Pan-Americanos. Ele é brilhante e caríssimo. Vai chegar com uma conta alta... Mas eu quero que, ano que vem, a gente faça um Réveillon que seja inesquecível. A grande festa de Copacabana é a celebração das pessoas na praia, naquele astral todo. Eu passei dois ou três Réveillons em Copacabana, não mais que isso. Passarei os próximos quatro. Acho que a festa está sendo muito igual todo ano. Então, tivemos que chamar uma figura como essa (Givens), para pensar algo diferente para o próximo ano.


http://odia.terra.com.br/rio/htm/eduardo_paes_avisa_vou_criar_confusao__221203.asp

Essa é a mentalidade do atual prefeito, que acha que a Cidade da Música não é equipamento cultural, mas acha que legal mesmo é festa de fogos da Disney. Pelo visto, a mediocridade intelectual instala-se hoje na prefeitura da cidade.

Um adendo: refiro-me à questão da Cidade da Música porque, apesar de considerá-la uma obra equivocada, tanto pela localização quanto pelos custos, ela já está praticamente pronta, e é mais um espaço para a música de qualidade no cidade, então; que se audite as contas, que seja concluída e entre em funcionamento. Mas parece que o Mauricinho prefere o Mickey.

Que todos os santos nos protejam. E que venha 2009!