quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Direto do Clipping da Presidência da República


'A partir de amanhã, vamos unir esta cidade'
Autor(es): Maiá Menezes, Luiz Ernesto Magalhães e Flávio Tabak O Globo - 27/10/2008

Paes dedica a vitória a Cabral e elogia empenho de Lula; com a casa cheia, ele acompanha a apuração sozinho

Na sua primeira aparição como prefeito eleito, Eduardo Paes fez, ao lado do governador Sérgio Cabral, uma declaração de fidelidade ao aliado de primeira hora.

- Dedico esta vitória ao homem que mudou a maneira de se fazer política no Rio. O grande responsável por esta vitória é o governador Sérgio Cabral. O Rio vai ter a partir de agora um trabalho de parceria com o governo do estado, a prefeitura e o governo federal - disse ele na porta de sua casa, num condomínio na Barra.

Paes também elogiou o empenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem falou ao ao telefone, passado a ele por Cabral, logo após a constatação da vitória:

- Quero agradecer ao presidente Lula, que foi parceiro e teve a capacidade de vir junto com a gente nesse caminho, percebendo que o Rio está acima de qualquer coisa. Lula é um vitorioso no Rio.

No telefonema para Lula, Cabral disse que "todas as sedes do Rio" agora trabalham com ele.

Choro no abraço em Cabral

Apesar da presença de autoridades como Cabral e o secretário-chefe da Casa Civil, Régis Fichtner, de familiares e de assessores, Paes acompanhou a apuração sozinho, num dos cômodos de sua casa. Ao constatar que a vitória estava garantida, o primeiro a abraçar foi Cabral. Ambos choraram. Em seguida, abraçou a mulher, Cristine, e os filhos Bernardo, de 4 anos, e Isabela, de 2. A celebração foi feita com champanhe.

- Esperávamos uma vitória apertada, mas não tanto - disse Fichtner.

Sobre a divisão do eleitorado, Paes comentou:

- A partir de amanhã (hoje), vamos unir esta cidade. Esta é uma cidade cheia de contrastes e diversidades, mas vamos uni-la.

Paes disse ainda que seu primeiro ato como prefeito será acabar com a aprovação automática nas escolas municipais.

O domingo do candidato foi marcado pela religiosidade e por algumas irregularidades eleitorais. Paes visitou três igrejas, locais de votação e fez promessas a eleitores em bairros do subúrbio. O peemedebista chegou para votar no clube de golfe de São Conrado por volta das 9h. Antes, sem a imprensa, fora à Igreja da Penha e à de São Jorge, em Quintino. Acompanhado da mulher, Cristine, e dos dois filhos, saiu da seção eleitoral dizendo que iria percorrer a cidade de carro: - Agora a gente vai caminhar por aí. Vou dar uma rodada pela cidade. Quero pedir para aqueles que votam na gente que conversem com as pessoas, votem e peçam votos. A "rodada" foi de aproximadamente 250 quilômetros, incluindo Barra da Tijuca, Santa Cruz, Bangu, Realengo, Madureira, Campinho, Sulacap, Cascadura, Madureira e Barros Filho. Paes entrou em duas seções eleitorais para conversar com eleitores. Uma dentro da escola Frederico Trotta, na Barra, e outra no Ciep Ulysses Guimarães, em Curicica, Jacarepaguá. Dizia apenas "bom dia" para quem estava prestes a votar. No Ciep, chegou a ficar próximo da cabine de votação. Uma mesária decidiu homenagear o candidato cantando uma versão da música "Como uma deusa".

Para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), a simples presença de um candidato no local de votação que não seja o seu configura propaganda fora de hora e ilegal. - A ida aos locais de votação é considerada um pedido de voto implícito. Nossa equipe produziu um relatório que será enviado para o juiz responsável - disse o chefe de fiscalização do TRE, Luiz Fernando Santa Brígida.

Na 3ª igreja, bênção de padre

Paes pretendia visitar mais seções eleitorais, mas foi advertido pela equipe jurídica.
- Recebi orientação dos meus advogados para não entrar mais em zona eleitoral. O advogado disse que nada na lei proíbe, mas acho melhor não entrar. Na dúvida, é tanta chateação que vou ficar só dando tchauzinho - disse Paes, que também reclamou do excesso de regras. - A gente fica com medo porque nada pode. Daqui a pouco vão prender e amarrar os candidatos em casa. Ao visitar o bairro Santa Margarida, em Campo Grande, Paes chegou a fazer promessa de campanha aos moradores em pleno dia de votação, enquanto comia um bolo de abacaxi e via seus correligionários gritarem "é 15 na cabeça". - Anotem aí: vou botar calçada, meio-fio e drenagem aqui. Vou urbanizar isso aqui tudo. Só não vou pintar o meio-fio de ouro porque é desperdício - disse o candidato, que voltou atrás quando percebeu a irregularidade. - Não posso falar essas coisas senão vão falar que estou prometendo para ganhar voto.

Depois de Campo Grande, o candidato seguiu com a sua comitiva, em carro aberto, para a comunidade de Barros Filho, na Zona Norte. Ao chegar, foi recepcionado com fogos de artifício, sinal do tráfico para a presença de visitas estranhas. O comboio que acompanhava o candidato deu meia-volta e seguiu para outros bairros.

O peemedebista ainda visitou a terceira igreja do dia, a Paróquia Cristo Operário Santo Cura D´Ars, em Vila Kennedy. Paes recebeu a bênção do padre José Carlos Lino de Souza. Para fugir do calor, chamou jornalistas para dentro de uma van de sua comitiva. Ali mostrou a música feita por jovens católicos, que classificou de "hino da campanha".

- A letra diz assim: "Aquilo que parecia impossível/ Aquilo que parecia não ter saída / Aquilo que parecia ser minha morte/ Mas Jesus mudou minha sorte, sou um milagre e estou aqui - cantarolou o candidato, dentro da van.

Ao responder se a visita a três igrejas católicas no dia da votação seria um sinal para o eleitorado religioso, Paes disse que o ato não era político:

- Recebi o apoio de várias igrejas evangélicas, mas sou católico. Em toda eleição que disputo, sempre subo a Igreja da Penha. A esta altura da vida, eu dou sinal pra mim mesmo.




Bom, vejam só a coisa, o candidato sai pelas ruas da cidade em plena campanha, desobedecendo as leis eleitorais, não só ele, seus aliados também, tem relatos de que vereadores eleitos em seus currais eleitorais foram às ruas pedir votos para o Paes em uma clara afronta ao TRE. Os trechos negritados da reportagem do Globo são para chamar a atenção mesmo, nesse único dia o candidato cometeu várias infrações, sendo uma grave que era invadir as seções eleitorais. O TRE colocou fiscais atrás ele e de sua equipe, como também colocou atrás de Gabeira, mas até o momento nenhuma acusação, nem que seja leve, foi relatada contra o candidato do PV, ao contrário Paes e sua máquina eleitoral é um compêndio de como fazer campanha ignorando as regras.




Mas temos mais coisas, importantes, a prestação de contas da campanha:

http://odia.terra.com.br/politica/htm/prestacao_de_contas_de_candidatos_e_comites_e_ate_dia_4_209583.asp

Prestação de contas de candidatos e comitês é até dia 4

Brasília - O prazo para os candidatos a vereador e candidatos a prefeito que não disputaram o segundo turno prestarem contas referentes ao primeiro turno termina no próximo dia 4. Esse também é o prazo para os comitês financeiros encaminharem à Justiça Eleitoral suas prestações de contas. Todos os candidatos que solicitaram o registro de candidatura devem prestar contas, mesmo os que tiverem desistido ou tiveram o registro indeferido pela Justiça Eleitoral.

Nenhum candidato poderá ser diplomado antes que suas contas sejam julgadas. Apenas os candidatos a vice-prefeito estão dispensados de prestar contas individualmente. A movimentação de despesas, se houver, tem que ser registrada na prestação de contas do candidato a prefeito. Para os candidatos a prefeito que concorreram no segundo turno o prazo vai até o dia 25 de novembro.

O candidato que não entregar a prestação de contas no prazo terá sua quitação eleitoral suspensa automaticamente e será notificado pelo juiz eleitoral para que o faça em 72 horas. Se não atender às determinações do juiz, como conseqüência, as contas serão julgadas não prestadas, ficando impedido de obter certidão de quitação eleitoral durante o período do mandato para o qual concorreu.

Além disso, poderá ser enquadrado no artigo 347 do Código Eleitoral: "recusar alguém cumprimento ou obediência a diligências, ordens ou instruções da Justiça Eleitoral ou opor embaraços à sua execução. Pena com detenção de três meses a um ano e pagamento de 10 a 20 dias-multa".

As informações são do Terra.


E no topo da página temos a reprodução de hoje do jornal O Dia que deu o devido tratamento à matéria sem distorcer os fatos, ao contrário da Globo, que insiste em dizer que o movimento é de "gabeiristas frustrados", a verdadeira frustação da Globo é nunca estar no lado do povo na hora certa, foi assim na eleição do Brizola, foi assim, nas Diretas-Já, foi assim com o Collor (depois ela aderiu, mas aí era tarde o povo já estava mais do que consciente do seu papel), e por último na reeleição do Lula em que deixaram de noticiar o acidente da Tam na amazônia para publicar na primeira página uma montagem com uma pilha de dinheiro, dizendo ser o do tal "mensalão".

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