quarta-feira, 18 de maio de 2011

CAPES e ANPG se manifestam

Entrevista com o presidente da Capes PDF Imprimir E-mail






Terça, 17 de Maio de 2011 12:25






Capes torna sem efeito Ofício Circular nº 32/2011, enviado aos pró-reitores de pós-graduação no dia 2 de maio, que trata do cadastramento de bolsistas com vínculo empregatício remunerado. Mais esclarecimentos na entrevista com o presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães:

1. A Capes e o CNPq publicaram no dia 2 de maio uma nota sobre acúmulo de bolsa e vínculo empregatício, relacionada à Portaria Conjunta CAPES-CNPq n° 01/2010. Qual o motivo desta nota, quase um ano após a publicação da portaria?

A portaria tinha e continua tendo a intenção de estimular o estudante a ter a possibilidade de ser contemplado, durante a pós-graduação, com um vínculo empregatício. Não queremos estimular mecanismos de risco para o que é o principal objetivo da pós-graduação: estimular jovens que estão cursando pós-graduação, sobretudo os provenientes da iniciação científica, a obter um desempenho que permita um vínculo empregatício. Com a portaria, o bolsista que se desenvolveu bem no mestrado ou no doutorado e tem a oportunidade de trabalhar numa empresa ou em uma instituição privada para dar aula, por exemplo, poderá fazer isso legalmente, diferentemente do que acontecia antes, quando trabalhavam sem carteira assinada e sem comunicar às agências. Mesmo assim, há que se considerar a questão do tempo de dedicação ao curso e ao emprego, o que só pode ser decidido pelo orientador do bolsista, endossada pelo coordenador de pós-graduação (CPG).

Isso é importante para a instituição que contrata e para o aluno e é um exemplo para os colegas dado o seu desempenho. De maneira nenhuma a portaria estimula que, para ganhar bolsa, tenha que ter vínculo antes. O vínculo antes é o problema, pois é preciso que seja o orientador que autorize: salvo em pouquíssimos cursos, o aluno que está entrando não tem orientador ainda, e, quando tem, é tão novo que não sabe se o aluno tem desempenho suficiente e em que nível está o desenvolvimento de sua tese ou dissertação, portanto, como pode fazer isso antes? Isso só pode ser feito depois. E o depois é pelo menos seis meses. Não acredito que antes disso possa permitir ao orientador uma visão clara para essa autorização.

Por que a nota? Porque houve interpretação indevida e imprópria para atender casos específicos e particulares à revelia do juízo do orientador sobre a pertinência da concessão da bolsa, baseado do desempenho do aluno, após o início do curso e do projeto de pesquisa. Há casos de pessoas com vínculo na própria instituição sendo estimuladas a fazer o mestrado por causa da bolsa. Não é esse o papel da Capes e do CNPq. Não se trata aqui de considerar a bolsa como complementação salarial. Esta condição está contemplada de forma exclusiva para os professores da Rede Pública de Educação Básica, prevista na Portaria Ministerial nº 289, de 31/03/2011, modificada pela Portaria nº 478, de 29/04/2011. A formação é para prepararmos mais jovens para o bom desempenho em suas áreas de atuação para o desenvolvimento do país e não para complementar o salário que a pessoa já tinha. Em algumas instituições e cursos, o fato de já ter o vínculo empregatício estava predominando para a seleção, sendo que esta deve ser feita por mérito.

Quem deve decidir se o bolsista tem desempenho suficiente para ter ou não vínculo empregatício é o orientador, não o curso. Só o orientador sabe quem são os alunos qualificados para essa possibilidade. Cada um tem uma média de 4 a 6 orientandos e é obvio que nem todos merecem ter essa autorização. Alguns terão, outros não. Portanto, houve sim falta de consideração para com a motivação maior da Portaria Conjunta Capes-CNPq n° 01/2010, que é clara e objetiva. O que houve foi a emissão de uma circular de setor da Capes sem a ciência da Presidência desta agência e muito menos do CNPq, e que levou ao sobressalto que estamos verificando.

2. Quais são então as regras para o acúmulo de bolsa e vínculo empregatício no âmbito da Capes?

Como eu disse anteriormente, a regra básica é que o aluno bolsista possa ter a possibilidade do emprego depois de já estar matriculado, quando seu orientador já tiver um conhecimento mais aprofundado sobre sua capacidade de se desenvolver no curso. Ou seja, como um produto do ganho do próprio curso de pós-graduação. Se não, nós prejudicamos a base inicial desse processo que é, sobretudo, o mérito e os bolsistas que provém da iniciação cientifica. Quem não observa esses requisitos, corre risco de não ter bons candidatos na pós-graduação.

Hoje temos cerca de 80 mil estudantes de iniciação cientifica no Brasil entre CNPq, agências estaduais e pessoas voluntárias – sem contar o Pibid da Capes e oriundos do Programa PET. Esses são os melhores candidatos para fazer mestrado. São 80 mil e o mestrado oferece anualmente, em todo o Brasil, 50 mil vagas. Portanto, é esse o nosso grande alvo. Claro que não é exclusivamente isso, mas colocar as bolsas nas pessoas já com vinculo estaria excluindo nosso principal candidato e isso nós não queremos estimular. Caso a situação persista as agências poderão considerar o cancelamento da Portaria.

3. No caso de um aluno que, sem vínculo empregatício, tenha sido contemplado com bolsa e, futuramente, seja contratado para o quadro da própria instituição na qual estuda. Ele terá a bolsa cancelada?

A bolsa deve ser cancelada, pois não foi instituída para estimular essa prática. Reafirmo: a bolsa não é uma complementação salarial. É para apoiar os jovens com mérito que, não tendo vínculo empregatício ainda, possam tirar proveito da oportunidade que o governo dá de estudar com bolsa nos cursos rigorosamente avaliados pela Capes e, a partir do seu desempenho, ter as oportunidades de conseguir um vínculo empregatício qualificado para as atividades que considerarmos prioritárias: tecnológicas e educação básica. Como acima mencionado, os professores da Educação Básica da Rede Pública podem acumular remuneração e bolsa, mesmo com o vínculo a priori.

4. As regras existentes antes da portaria, que permitiam o acúmulo de bolsas para professor da educação básica, professor substituto, tutor da UAB e profissional de saúde pública continuam valendo?

Continuam valendo. As portarias que tratam dessa questão mencionam claramente que são áreas de interesse do Estado. Permitir que professores da escola pública façam mestrado – sobretudo mestrado profissional, mas também acadêmico – recebendo bolsa é o principal objetivo. Estes, repito, nós consideramos interesse do Estado. O acúmulo, então, é permitido e vai continuar sendo.

5. No caso de servidor público. Quem já é servidor e torna bolsista, como proceder? E para casos em que o aluno que já é bolsista passa em concurso público, ele deve pedir o cancelamento da bolsa?

Não deve ganhar bolsa, essa é uma regra básica, exceto para professores da Rede Pública da Educação Básica. Os cursos têm que considerar o seguinte: tendo vínculo empregatício prévio, não deve ter bolsa de imediato. Essa é uma lógica fundamental sem a qual vamos colocar em risco a credibilidade e o sucesso da pós-graduação brasileira.

A Portaria não foi feita para estimular esse tipo de ação individual, foi feita para premiar os alunos que se destacam, estando na pós-graduação com bolsa do CNPq ou da Capes, venham, em função do próprio desempenho, conversar com seu orientador sobre a possibilidade de conciliar os estudos com o emprego. E não um direito prévio, isso é importante dizer. Portaria a gente faz e também desfaz e, se for seguida de maneira equivocada, poderemos cancelá-la.

6. Quais os desdobramentos possíveis em função dos questionamentos sobre a Portaria?

A Direção da Capes está determinando o cancelamento da citada circular e divulgando na sua página nota de esclarecimento sobre o entendimento a ser aplicado pelos orientadores e cursos sobre como deverão autorizar o bolsista a assumir compromisso de emprego.

A Capes e o CNPq farão um levantamento das situações junto aos cursos para posterior deliberação conjunta, além de, eventualmente, revisar a Portaria, tornando-a mais restritiva em seus objetivos ou, até, mesmo, revogá-la se as duas Agências considerarem que é melhor para o sistema.



17/05/2011
CAPES e CNPq anunciam ANULAÇÃO do ofício circular que cancelava bolsas

Após denúncias de pós-graduandos de todo o Brasil sobre o cancelamento de bolsas, a ANPG se reuniu com o presidente da Capes e obteve uma vitória preciosa: a garantia de direitos dos pós-graduandos.

A Capes acaba de divulgar uma entrevista com o seu presidente, Jorge Guimarães, em que ANULA o Ofício Circular nº32/2011 que trata do cadastramento de bolsistas com vínculo empregatício remunerado.A decisão foi tomada após reunião da ANPG com o professor Jorge Guimarães realizada nesta segunda-feira (16) e o novo encaminhamento é compartilhado pela Capes e pelo CNPq.

Na semana passada uma enxurrada de e-mails na caixa da ANPG nos deu a dimensão do problema gerado por um ofício circular da Capes orientando o cancelamento das bolsas de centenas de pós-graduandos do país por conta de uma nova interpretação a respeito da Portaria Conjunta n° 1 de 16 de julho de 2010 .

O ofício ameaçava os programas de perderem suas cotas de bolsas caso não cancelassem até este mês de maio toda as bolsas de estudantes que tivessem vínculo empregatício anterior à bolsa.

Tal informação gerou uma polêmica grande no país e centenas de pós-graduandos recorreram à ANPG. Na mesma semana, a entidade lançou uma nota contra o cancelamento das bolsas e conseguimos marcar uma audiência com o professor Jorge Guimarães.

Na reunião, da qual participaram diretores da ANPG e das APGs da UFRJ e da UnB, o presidente da Capes disse discordar do tom do ofício circular. Ele defendeu a Portaria, mas disse que havia desvios na sua aplicação que precisavam ser corrigidos, motivo pelo qual a Capes e o CNPq divulgaram a nota de esclarecimento de 2 de maio de 2011.

A presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, apresentou os e-mails recebidos pela ANPG reclamando do cancelamento das bolsas, assim como a nota divulgada pela entidade e as notas e manifestos da APG da UnB, dos pós-graduandos da UFF e do Conselho da UFRJ. Em sua intervenção, Elisangela defendeu que a Capes e o CNPq anulassem o cancelamento das bolsas e debatessem ajustes na Portaria para o próximo período. Um abaixo-assinado contra o cancelamento das bolsas também foi entregue.

O professor Jorge afirmou discordar do conteúdo do ofício circular – e, portanto, do cancelamento das bolsas como este documento impunha – e comprometeu-se a se reunir com o presidente do CNPq, Glaucius Oliva, para decidir sobre um novo encaminhamento. O diretor de relações institucionais da ANPG, João Carlos Azuma, então sugeriu ao presidente da Capes “descircular a circular”, que é exatamente o que a Capes e o CNPq estão fazendo, como pode ser observado na entrevista de esclarecimento publicada hoje.

A Capes e o CNPq anularam o ofício circular – portanto as bolsas não serão canceladas em maio, como previsto – mas alertam que farão um levantamento da situação das bolsas no país para combater possíveis irregularidades – a diferença é que agora será analisado caso a caso.

A vice-presidente da ANPG, Carolina Pinho, apresentou preocupação com o número de professores do ensino básico que teriam as bolsas cortadas de acordo com o oficio circular, ao que o presidente da Capes respondeu categórico: “não serão canceladas bolsas de professores do ensino básico”.

Esta é uma grande vitória de todos os pós-graduandos que resolveram se mobilizar contra o cancelamento generalizado das bolsas anunciado pelo ofício circular. A ANPG agradece a todos os que entraram em contato para apresentar suas demandas, reclamações, histórias, sugestões, manifestos, abaixo-assinados, etc.

A soma deste esforço coletivo nos conduziu a esta vitória e pode nos levar a muitas outras, como o necessário reajuste do valor das bolsas de pesquisa. Para alcançar novos êxitos, o momento exige organizar o movimento nacional de pós-graduandos, com a construção de APGs por todo o país.

ANPG


domingo, 15 de maio de 2011

DECISÃO ARBITRÁRIA DA CAPES E CNPQ AMEAÇA PESQUISA NA UNIVERSIDADE PÚBLICA BRASILEIRA

Educação nunca foi prioridade no Brasil, mas agora estamos chegando ao fundo do poço. A CAPES e o CNPQ, em uma atitude arbitrária e injustificável, estão ameaçando milhares de estudantes de Pós-Graduação com a retirada de suas bolsas de estudo.

É importante ressaltar que, historicamente, o acesso a tais bolsas sempre foi vetado a quem trabalhava. Porém, ao longo dos anos, foi sendo demonstrado que, além do valor das bolsas ser inferior ao salário da maioria dos profissionais formados em curso superior, o trabalho compatível com a pesquisa poderia inclusive ser benéfico para a formação do pesquisador.

Diante disso, CAPES/CNPQ divulgaram uma Portaria em Julho/2010, que autorizava o acúmulo de bolsa de estudos e emprego, desde que obedecidas algumas condições. Com isso, muitos estudantes foram beneficiados, em especial professores da educação básica e outros profissionais da educação e da cultura.

Mas agora CAPES/CNPQ decidiram voltar atrás e retirar de uma hora para outra todas as bolsas. Esta atitude está gerando um verdadeiro tsunami no meio acadêmico, abrindo um precedente autoritário perigoso, cujos desdobramentos podem ser imprevisíveis.

Abaixo, seguem links esclarecedores:


Portaria que autorizou o acúmulo
ftp://ftp.saude.sp.gov.br/ftpsessp/bibliote/informe_eletronico/2010/iels.jul.10/Iels134/U_PT-CJ-CAPES-CNPq-1_150710.pdf

Nota sobre a interpretação "êrronea" (veja bem, nem é outra portaria) http://www.capes.gov.br/images/stories/download/diversos/NotaCapesCNPq.pdf

Ofício que foi enviado aos programas
http://www.posgraduando.com/pos-graduacao/capes-estipula-prazo-para-cancelamento-de-bolsas-irregulares

Carta da APB-UNB
http://e-groups.unb.br/apg/Of.APG-UnB_12_05_2011_-_Carta_aberta_BOLSAS.pdf

Carta de um aluno de mestrado
http://www.hcte.ufrj.br/downloads/carta-aluno.pdf

Abaixo-assinado http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N9867

Comentários sobre a CAPESe cartas dos alunos de PG da UFF
http://www.saudecomdilma.com.br/index.php/2011/05/12/capes-e-cnpq-achacam-bolsistas-e-coordenadores-das-pos-graduacoes/

Update:
http://paraibarama.blogspot.com/2011/05/carta-de-uma-aluna-bolsista-prejudicada.html

Os textos se completam e são auto-explicativos.

Divulguem!

“O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem-caráter, nem dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons!”.

(Martin Luther King)

quinta-feira, 17 de março de 2011

Obama Who?

Da série “Nenhum jornalismo é necessário”
(mas o ‘jornalismo' no Brasil, além de desnecessário, é muuuuuuuuuuuuuuuuito ruim)

Sergio Caldieri
Obama na Cinelândia?! Como assim?! Obama who?!

Informação útil é informação que vem do mundo próximo (como esse postado), mesmo que seja uma espiadela em mundo muito, muito distante (como esse postado espiando o pintor que espia a pintura, espiado pelos personagens da pintura que o pintor não vê, por mais que se aplique – lição de anatomia da lição de anatomia da lição de anatomia, verdadeiro tratado da anatomia da luta, sempre perdida, do desejo de ver o mundo). O fato não existe. O fato ri do jornalismo.

IMAGEM: Norman Rockwell, 1955 (em http://www.letteri.blogger.com.br/?index.html)


Informação ‘da Reuters’, ‘da BBC’, ‘do nosso correspondente no ex-jardim do ex-reator ex-atômico e já explodido’ ou na ex-cidade que o tsunami varreu do mundo, ou “imagens colhidas pelas câmaras de segurança no assalto e/ou opinião-de-Danuza sobre fissão nuclear e visita de Obama não vale um réis de mel coado. O fato não existe.

Reproduzir imagens de câmeras de segurança, como fazem TODOS OS 'NOTICIÁRIOS' DA TELEVISÃO BRASILEIRA, sem faltar um, como se nisso houvesse algum jornalismo, é como por no ar, em horário nobre, o bilhete-de-despedida, bilhete-de-suicida, do jornalismo brasileiro.


Obama já era. Chega, no Brasil mais extemporâneo que Sinatra, MUITO mais sem sentido que Michael Jackson.

NADA pode ser mais ridículo no planeta, hoje, que Obama, frente ao Municipal do Rio de Janeiro, falando ao povo na Cinelândia. Que povo? Que Obama?

Melhor faria aquele hilário Departamento de Estado – e o governo brasileiro – se pussessem Obama lá dentro, de vez, logo, no palco do Teatro Municipal, fantasiado de personagem bufo de alguma ópera extemporânea, casamento de “Ases Indomáveis” e... West Side Story? De Madame Butterfly... e Inside Job?! Pluft, o Fantasminha... e matança de civis no Afeganistão?!

Há alguns meses, passeei, uma tarde, pela Cinelândia, saída, eu, do Museu Nacional, dia de férias no Rio de Janeiro. Tomei um chopp em homenagem ao meu falecido pai no (hoje) “Vermelhinho”, sucedâneo do nunca assaz elogiado “Amarelinho”, que meu pai nunca esqueceu, nem depois de 60 anos de ele não por os pés na Cinelândia. Da mesa, avistei, num canto do Largo da Cinelândia, uma bandeira do Hamás.

Era uma barraca, dessas de feira, onde se vendiam camisetas, bottons, bandeiras e adesivos, fazendo dinheiro para mandar para a Palestina Ocupada.

Conversei um pouco com os rapazes ali (gente de pouca conversa, uns homens bonitos, isso sim), comprei camisetas “Pela Palestina Livre”, “Palestina para os palestinos” e – camiseta imortal e imatável – “Yankees go home!”, uns adesivos do Hamás e do Hezbollah e segui adiante, confiante que, sim, a Cinelândia ainda é praça interessantíssima.

Agora... ISSO! E de quem, diabos, foi a tresloucada ideia de por Obama a falar ao povo na Cinelândia?! Quem sugeriu?! Quem concordou?! Quem mandô? Quem se ajoelhô, pôs-se de quatro, levantô o rabo?!

Aliás... Que Obama?! Por que não um príncipe coroado-lá daqueles?! Ou um sultão daqueles?! Por que não a Hilária?! Por que não na Cracolândia?! Por que não penduram uma placa “Pentágono”, logo, de vez, no pescoço do Cristo Redentor?!

Sinceramente, queria saber o seguinte, a sério: POR QUE, DIABOS, TIRAR OBAMA DE BRASÍLIA e metê-lo na Cinelândia, no Rio de Janeiro? Alguém pode me explicar isso? Que total loucura é essa, agora, de por esse Obama-nada, a discursar na frente do Teatro Municipal, na Cinelândia, no Rio de Janeiro?! Enlouqueceram todos?

Que Obama? Quer o que, aqui, o dito Obama? Por que não vai discursar em Gaza? Por que não se mete a fazer frases, por exemplo, no Bahrein? Por que não se mete a fazer discursos, por exemplo, lá mesmo, perto da casa dele, em Madison, Wisconsin?! Por que não se mete a discursar, o Obama, digamos, boa ideia, sim, sim... em Chicago?!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Unidos da Arena, campeã do carnaval 2011

Todo mundo já sabe quem foi a campeã desse ano, mas pouquíssima gente fora do meio carnavalesco sabe a origem do império que conseguiu ganhar vários títulos, muitos deles com enredos, digamos, não tão empolgantes quanto se esperaria de uma escola vencedora.

Minha torcida estava por outra escola, mas não sou defensor de nenhuma, até porque carnaval não é a minha praia, mas me revolta muito ver esse pastiche que foi a apuração desse ano, tentando dar legitimidade a uma fraude, e não surpreende que os outros dirigentes não tivessem tomado a mesma atitude de Ivo Meirelles, presidente da Mangueira, e abandonado a apuração, a ficar comemorando pontos que não levariam a nada, afinal de contas a escola vencedora recebia um dez atrás do outro como se só ela tivesse feito um desfile perfeito, era como se as concorrentes estivessem feito o desfile de costas ou tocando maracatu em vez de samba.

Dar 9 para a bateria da Mangueira, que ganhou o Estandarte de Ouro foi o cúmulo da aberração que foi a apuração dos desfiles em um carnaval marcado por tragédias como o incêndio que destruiu alegorias e fantasias de três escolas.

Sinceramente, se eu fosse alguma coisa dentro das escolas de samba, ou pelo menos da Mangueira, parava de desfilar, quem quisesse ouvir a bateria do "surdo um" que frequente a quadra da escola, afinal de contas ela tem uma história rica demais, que nos deu, Cartola, Nelson Cavaquinho, Carlos Cachaça, Jamelão não merece estar no meio desse pastiche que virou o desfile, com multinacionais patrocinando enredos, o carnaval é muito mais do que isso.

Da mesma forma que dizem que o carnaval da Bahia se afastou do povo com o excesso de mercantilização o carnaval das grandes escolas de samba está se esvaziando de representatividade, hoje os blocos de rua estão com muito mais força popular do que desfilar em uma ala de escola, afinal de contas, num bloco não tem fantasia cara, ala de passo marcado, samba de métrica difícil para agradar trocentos "autores", o que tem no carnaval de rua é a espontaneidade que está morrendo no carnaval das escolas de samba.

Segue abaixo a matéria publicada na extinta Revista Nossa História, edição nº 28 de fevereiro de 2006, clique nas fotos para ler o texto:






E para terminar um texto feito pelo pesquisador Luiz Cláudio Bezerra: A interferência militar na "Baixada Fluminense e o domínio familiar em Nilópolis" Muito esclarecedor sobre a trajetória não só da Beija Flor bem como a ascensão da contravenção dentro do mundo do samba.

Longe de querer esgotar o assunto, espero que este post sirva de esclarecimento para muitas pessoas que, como eu, se revoltam com esse excesso de mercantilismo, pasteurização e sequestro de sua legitimidade não só do carnaval, mas de todas as manifestações culturais do nosso país, de como através do pão e circo nos fazem bater palma pra maluco dançar.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Rio em Guerra

Era de se imaginar que isso acontecer, os mulambos descalços decretaram guerra ao Estado, deu nisso, enquanto a brincadeira era mandar dependentes de crack pagos a dez reais e uma pedra incendiarem carros pelas ruas pareceu que estavam "ganhando" alguma coisa, agora eles vão ver o que vão receber, o mesmo que a Maria recebeu atrás da horta.

Blindados da Marinha aplaudidos nas ruas, meus amigos sexagenários, que em 64 e 68 se rebelaram com o golpe militar teriam arrepios ao ouvir isso, mas agora eles estão do "nosso" lado, defendendo o estado de direito, a normalidade, para corrigir a leniência de décadas de governos corruptos que se aliaram ao narcotráfico, ou o toleraram, para governar sem se comprometer pelo verdadeiro bem-estar social que tão caro pagamos com nossos impostos.

Pago imposto pra ver policial na rua, pra ver carro patrulha novo, camburão, blindado, e se necessário até mesmo um estado de exceção para podermos voltar à normalidade.

Essa guerra está anunciada há décadas, desde que o estado resolveu escolher para quem deveria governar, abandonando o resto a própria sorte, essa grande parcela foi submetida ao "darwvinismo social" e ela procurou sobreviver da maneira que podia, contaminou aqueles que queriam ser contaminados, seja a classe média-alta com seus psicotropicos recreativos aos que procuravam o entopercimento para esquecer a fome, miséria e a falta de perspectiva de vida.

Gerações jogadas na lata de lixo da história, semi-analfabetos funcionais, sem futuro e sem passado, vivendo como bichos, comendo os restos de uma sociedade ignorante e egoísta, deu no que deu, ocuparam as encostas, surgiram líderes com fumaças de intelectualidade que enveredaram num discurso pseudo-marxista para justificar o direto de fazer um baile funk estilo Colômbia com desfile de armas cromadas e execuções performáticas usando armas brancas e queima de cadáveres.

O governo federal deu o primeiro passo, dando renda para as pessoas pobres, mas algumas delas estão fazendo as escolhas erradas, hoje assistindo o noticiário vi o pai de uma menina de 14 anos, morta, baleada pelas costas dentro de casa diante de seu computador novo comprado a menos de três meses, dizer que o presente de 15 anos da filha seria uma moto e que ele ia fazer de tudo para dá-la à filha que morreu prematura e estupidamente nessa guerra sem quartel.

Vejam bem, as pessoas que moram em comunidades não são diferentes de nós, que nascidos e criados no asfalto estranhamos o afã dessa massa em comprar bens de consumo, mas se imaginarmos que a uma década essas pessoas estavam na linha de sobrevivência foi um salto enorme, mas é necessário educar essas pessoas, não adianta levar UPP, água e luz regulamentares, é necessário também "tirar a favela" de dentro da mentalidade delas, mostrar que não adianta ter eletrodomésticos novos se ela insiste em continuar morando em lugares de difícil acesso, sem urbanização, onde não sobe uma ambulância ou um caminhão de coleta de lixo, é necessário criar um padrão de moradia, mínimo que seja, e impor a essas pessoas que se regularizem e vivam de forma digna.

Isso não é um discurso facista, é necessário criar padrões mínimos, e não deixar que nada abaixo disso se estabeleça.

Há 20 anos a cidade tinha menos da metade das favelas que tem hoje, elas se estabeleceram em prédios industriais abandonados, terrenos baldios, vãos de viadutos, terras devolutas, em suma, em qualquer lugar onde haja um espaço alguém almeja construir "uma casinha" para morar.

O crescimento desenfreado das favelas foi visto e fartamente documentado, mas não foi combatido, até pouco tempo esse nome era tabu na imprensa, se dizia "comunidade carente", numa hipócrita manifestação pseudo politicamente correta, que na verdade procurava esconder o óbvio: o estado sucateado e inerte não tinha mais controle de seu território, e abria as portas ao precário, ao irregular e ao ilegal.

Onde o estado falha o não-estado aparece, com suas relações precárias de tudo, com o furto de serviços (água e luz) e cerceamento de liberdade (mílicias), transporte irregular, em suma, hoje marca um momento sem volta, com a queda do Complexo do Alemão desarticula-se o grande mosntro vendedor de jornal e queiridinho do IBOPE das emissoras de TV, o "crime-organizado".

O que vi hoje, molambos descalços portando armas que custam o preço de um carro popular, mostra bem que tipo de inimigo combatemos, não são super-soldados, não são mercenários sem alma, são moleques brincando de guerrinha, achando que queimar ônibus e carros podem fazer o estado recuar em um planejamento estratégico que é muito maior que uma favela ou um território de venda de drogas, esses molambos magrelos e sujos, com suas camisas de times de futebol e insígnias de poder nas suas armas desgastadas não podem servir de ameaça a um país que dispõem do maior efetivo militar da América do Sul.

A prova hoje estava nas ruas da Penha, blindados M-113 para transportar os homens do BOPE, depois chegaram os Camanf, veículos de assalto protando duas metralhadoras .50 usados para desembarque de soldados em campo de batalha, capazes se suportar um alto grau de agressão, muito maior que os coquetéis molotov caseiros que os bandidos usam em suas ações de guerrilhas.

Marcinho VP e Elias Maluco, dois mentores intelectuais dessa bárbarie teoricamente estão em Porto Velho, talvez nem estejam mais nesse mundo, baixada a poeira podem descobrir que durante o RDD obrigatório a que todo preso de alta periculosidade é obrigado a passar em cada transferência eles apareçam mortos enforcados nos próprios lençóis, antes assim. São irrecuperáveis para a sociedade, uma vez finda a parcela de pena que são obrigados a cumprir, e que a justiça reduz mediante a atenuantes de "bom comportamento" e atitudes regenadoras tal como uma suposta conversão evangélica provavelmente estavariam tramando assim que sair da prisão retomar suas atividades criminosas.

Infelizmente o sistema carcerário não corrige um apenado, somente por força de vontade do próprio preso ele sai da vida criminosa, na maior parte das vezes reincide e muitas vezes com crimes piores que o primeiro que o levou a prisão.

A atual geração que está na vida do crime está perdida e só se salvará por ela mesma, cabe a nós, a sociedade constituída, salvar a próxima geração, inclusive a que ainda nem nasceu, criando condições para que cresçam sem ver armas de fogo, sem sofrer o estado de terror do tráfico, que sua escolha de vida não seja ter uma pistola cromada e um tênis da moda no pé.

Essa batalha que começa essa noite, e que já está ensaiada há anos, será um marco na história do país, e servirá de exemplo para outros estados, como por exemplo para a Bahia que sofre com suas gangues de traficantes que chegam ao cúmulo de realizar festas em plena luz do dia com anúncio em rádio, em uma dessas festas foram presos mais de cem bandidos a maioria com passagem pela polícia, muitos menores drogas e armas.

Ou então o nordeste que vê suas cidades interioranas assaltadas por bandos que explodem bancos e tomam vários reféns, ou então no Sul em que cidades estão tomadas por viciados, São Paulo que tenta esconder sua rotina violenta por baixo de um verniz frágil de civilidade e competência, em suma, o que acontecer aqui servirá como base de ação para que no país todo haja uma uniformização das ações policiais e de uma vez por toda se desmonte essa máquina de guerrilha urbana antes que ela se torne profissional demais, porque o que vimos hoje é que o monstro não é o que parece, é perigoso, mas levado à sua escala humana sangra e morre.

É cruel, mas é a realidade, é uma guerra, e antes de chorar a minha mãe que chore a deles.

sábado, 23 de outubro de 2010

Bolinhagate, mais um vídeo

Esse é o definitivo do definitivo, agora aparece uma pessoa tacando a bolinha no candidato, ou seja, era mais fácil a dona Globo ter pego esse vídeo do que manipulado o outro, mas vai saber, a essa altura o Ali Kamel já deve estar passando no RH pra acertar as contas de mais essa burrada do jornalismo global.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Bolinhagate, o vídeo definitivo

Depois disso não sei porque o governo ainda não tirou da gaveta os papagaios da Globo referente a importação de equipamentos eletrônicos e empréstimos no BNDES (depois acho a matéria e posto aqui, é de 2002 quando Lula assumiu o poder), ou melhor ainda, abre processo para a cassação de concessão de sinal aberto, se quiserem contar mentira que o façam em canal fechado com gente pagando pra ver essas porcarias, que aliás é o que mais tem nesse canal.

Mas voltando a vaca fria, ou a bolinha fria, como queiram. Quem conhece um pouco de mainpulação de imagens sabe que em poucos frames pode-se forjar algo que não existe, realçar algo, em suma, fazer uma coisa parecer o que não é.

A globo, tadinha, passou a tarde inteira procurando alguma imagem que a agradasse, manipulou, criou a historinha, tudo para passar em horário nobre, com a voz empostada do casal Bonner e seu olhar recriminador.

Enquanto isso na internet, as imagens brutas, de celulares, cameras de TV de outras emissoras, mostravam aquilo que realmente aconteceu, uma farsa iniciada do nada para vitimizar um sujeito que não tem propostas, só mentira e calúnias.

Vamos ao vídeo:

Veja a revista Veja

Estou colocando o "Circo" a serviço da desmitificação e desmascaramento dessa rede de injúrias e difamações que vêm ocorrendo na disputa presidencial, acho que o brasileiro tem que ser respeitado em sua inteligência, apesar que os barões da grande imprensa acharem que todos tem doze anos de idade mental.

Abaixo uma série de capas de um passado não muito distante que mostram claramente, por "eles mesmos" quem é a turma de FHC:

Veja a Revista Veja. Pérolas da história. Role a página até o fim
e faça uma boa viagem.
Vamos relembrar o que fazia Serra e seus amiguinhos, revendo as capas da suja revista Veja na “Era FHC” .

Isso também é bom para certos leitores da revista Veja que simplesmente esqueceram o que saiu na própria Veja em outros tempos.

Casos de corrupção, dossiês, caixa dois, propinas, maracutaias etc. Confira as capas da Veja de 1995 a 2002 e tire as suas conclusões. Se você acredita nas histórias que esta revista conta hoje, deveria acreditar no que ela publicou nos anos anteriores.

Com a diferença de que nas eleições de 1994, 1998 e 2002, a revista não tentava influenciar eleições como está fazendo agora. Eles escondem o que já escreveram.

Mas reveja as denúncias e descubra quem são os verdadeiros mestres na arte da corrupção (coisa de alto nível):

17/02/1995


29/11/1995

21/05/1997

19/11/1997

06/05/1998


05/11/1997


18/11/1998 – Olha o José Serra aí…


02/09/1998


05/05/1999


25/11/1998


Só para relembrar: Mendonça de Barros é aquele assessor de Geraldo Alckmin que defende a privatização da Petrobrás, Correios etc, veja mais capas:

10/03/1999


21/01/1999


21/04/1999


09/06/1999

09/02/1999


28/04/1999


19/07/2000


05/04/2000


09/08/2000


20/09/2000


14/03/2001


02/05/2001


11/04/2001


16/05/2001


06/06/2001


29/05/2002


E agora, a Capa Campeã – um resumo das práticas dos privatas e tucaneiros com o patrimônio público:

09/05/2002


E agora, uma última pergunta:

E você sabe se alguma das pessoas citadas chegou a ser presa ou responde a processo pelos crimes que cometeu na Era FHC?

terça-feira, 23 de junho de 2009

quarta-feira, 6 de maio de 2009

O rastro da visita do COI

Bom, a visita do COI já aconteceu, e a essa hora os delegados estão andando por Madri vendo as instalções construídas pelos espanhóis (mais de 70% já prontos), a imprensa daqui, como sempre, não fala nada, apenas inventou uma história mirabolante de espionagem envolvendo um inglês e uma agência de notícias espanhola.
Para quem não sabe a candidatura de Londres está apoiando a do Rio, então nada como dar uma mãozinha com um boato de espionagem para tentar esconder a pobreza de recursos que a Rio 2016 apresentou aos delegados do COI.
Apesar de terem oferecido garantias de investimentos da ordem de 30 bilhões de reais, os organizadores da Rio 2016 não responderam satisfatoriamente várias questões, principalmente transportes e segurança.
No quesito transporte o prefeito admitiu que a infra-estrutura lamentável da cidade seria o grande desafio e apresentou propostas já usadas no pan, tais como vias exclusivas e férias escolares além de um inédito e nada agradável rodízio obrigatório de veículos.
Ora bolas, seis anos (se contarmos a partir de 2010) dá pra cosntruir bastante coisa, sem contar que em 2014 teremos a copa do mundo, então porque essa visão tacanha diante de tanto por fazer e tanto dinheiro a ser empregado a fundo perdido para os Jogos?
Por um simples motivo, superfaturamento e clientelismo, muito desse dinheiro que está sendo apresentado como disponível vai acabar sendo desviado ou mal empregado, assim como foi feito no Pan e na construção do "Navio Negreiro", a famosa Cidade da Música, a obra inacabada do antigo prefeito que agora através de uma auditoria tardia mostrou que foi superfaturada e seus custos subestimados.
Aliás, cadê a CPI do Pan, está madurinha para sair, agora que provaram que a prática de superfaturamento nas obras do Maia eram praxe, o que podemos dizer das construções do Pan?
Esqueceram do projeto do Engenhão sem banheiros? Do desaparecimento de centenas de milhares de reais na forma de material rodante da extinta RFFSA que sairam dos pátios da oficina do Engenho de Dentro durante a construção do estádio?
Ou então do re-estaqueamento das fundações da Arena, por terem sido malfeitas e atrasado a obra em quase um ano, mas devidamente cobrado da prefeitura, a exploração dos trabalho dos operários de forma quase que escravocrata, chegando ao ponto dos operários cruzarem os braços por falta de pagamento, e a prefeitura jurando de pés juntos que tinha pago aos operários.
O que dizer então do portentoso velódromo, que seria provisório ao custo de 60 milhões, deu lugar a um fixo de 35 enquanto em Brasília construíram um centro de excelência de ciclismo com um velódromo de concreto ao custo de UM milhão de reais?
Provas de superfaturamento do Pan temos aos montes, mas ninguém tem coragem de denunciar, porque tem muito interesse envolvido nessa história, muita gente está mamando na teta do dinheiro olímpico, esperando verbas a fundo perdido.
Na questão da segurança, no dia do passeio dos delegados, já tinham acontecido dois arrastões na Linha Amarela além de um policial morto na Avenida Brasil, e detalhe: esses fatos ocorreram no caminho por onde a comitiva ia passar.
Sem falar no incidente do Metrô no qual um repórter sofreu a truculência dos seguranças do COB por tentar entrar no vagão desinfetado em que os delegados iam passear.
Aliás, parabéns aos cariocas que não se deixaram levar pelo oba-oba, pouquíssimas pessoas de verde-amarelo nas ruas, apenas os inocentes utéis de sempre manipulados pelos candidatos a lider comunitário e vereadores comprometidos com suas lideranças políticas.
Vamos ver se essa coalizão de forças vai continuar depois da derrota da candidatura carioca, os adversários são fortes e competentes, o que apresentaram aqui foram promessas, maquetes e muita festa pra fazer gringo rebolar, isso é muito pouco para um evento que carrega a responsabilidade de congregar os povos, apesar de que essa premissa a muito tempo foi abandonada em nome do lucro das verbas publicitárias.
Estamos em um momento em que o morador da cidade do Rio está vivendo numa guerra, ontem em pleno Leblon, zona nobre da cidade e perto da casa do governador, um tiroteio assustou os moradores, agora esses eventos acontecem a qualquer hora do dia e em qualquer lugar da cidade, é a democratização da violência, e para isso o governo não apresenta nenhuma solução além de colocar mais policiamento e provocar mais confrontos, esquecendo que muito dessa violência é fruto das políticas de educação e habitacional, inexistentes, demagógicas e sem ligação com a realidade que estamos vivendo na cidade.
Espero que a divulgação da auditoria da Cidade da Música acenda um alerta na cabeça do povo, e ele se coloque contra qualquer obra faraônica na cidade, principalmemte estas da olimpíada, que além de tudo nos colocam como cidadãos de segunda categoria, porque seriam feitas não em benefício da população, mas para agradar os visitantes, ficando para os cariocas a sobra da festa.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Sexta-feira negra

Amanhã, dia 1º de maio, data tradicional de protestos dos trabalhadores, teremos mais um motivo para protestar.

Vamos às ruas trajando luto, pela nossa cidade, pelo nosso estado, pelo nosso país.

Somos governados por um bando de incompetentes que pensa que o povo vive de pão e circo, querem enfiar na nossa cidade, de tantos problemas acumulados ao longo de anos, um evento inútil e caro.

Existe a ilusão dentro do governo federal em apresentar o Rio como uma espécie de vitrine do país, esquecendo que dentro dessa vitrine vivem pessoas que precisam ter suas necessidades atendidas.

Mas não, eles acham que a festa por si só basta, que atraindo turistas, e vagabundos que vem atrás deles e de uma vida fácil a beira da praia, o problema está resolvido, que transporte, saúde, educação, segurança, são facilmente trocados por um oba-oba oportunista.

As obras do Pan fora um claro aviso do tamanho do roubo que pretendem fazer com a Olimpíada, não bastou sequestrar a cidade por uma semana, cercear o direito de ir e vir das pessoas, criar a falsa sensação de segurança com tropas fortemente armadas, depois do Pan a cidade voltou ao que era antes, em alguns casos pior.

A polícia recebeu novos equipamentos, melhorou, de fato, mas os bandidos por incrível que pareça também aumentaram seu arsenal e crueldade, passaram a vender e usar drogas mais poderosas, aumentaram os crimes violentos, mas a cidade quer passar um clima de normalidade que não existe.

As obras de infra-estrutura de transporte ficaram apenas na promessa, muita gente se mudou para Jacarepaguá e Barra na ilusão que teria um sistema de transporte rápido e seguro para ir e voltar do trabalho no Cantro da cidade, e agora sofre em ruas engarrafadas, em ônibus cheios e inseguro, tudo porque aqueles que deveriam fazer sua parte não o fizeram.

Hospitais que foram tão criticados antes do Pan, que receberam uma injeção grande de dinheiro, voltaram ao seu estado de sucateamento e incompetência, as pessoas ficam peregrinando com seus entes queridos de unidade em unidade, numa via crucis insuportável.

Amanhã os delegados do COI farão um passeio pela cidade, sem batedores, mas com uma forte escolta policial, por locais que já foram previamente limpos, de pessoas e coisas, a cidade está sendo toda empastelada de verde-e-amarelo para dar a impressão que existe uma euforia em torno da candidatura.

Falta apenas os palhaços do picadeiro, nós.

Amanhã vistam preto, para mostrarmos que não somos massa de manobra, que o governo não pdoe manipular a nossa vontade em nome de pretensões políticas ou financeiras, já roubaram muito no Pan, querem roubar mais ainda agora.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

100 dias, sem governo, sem Paes nem paz.

Pois é, desde que criei esse blog fiquei sem saber o que fazer exatamente com ele.

Fazer um diário do que acontece na cidade daria muito trabalho e tomaria muito do meu tempo, que é escasso, então decidi que tomaria como base uma data emblemática, um símbolo que daria para fazer uma avaliação do que de bom e de ruim tivemos da posse para cá.

100 dias, parece muito mas não é, mas também não é pouco, considerando que o prefeito se auto-denomina "conhecedor da máquina pública" sua incapacidade de lidar com as "caixas-pretas" da prefeitura demonstra que ele nunca teve acesso realmente ao sistema de administração da cidade, é como se dessem ao office boy o direito de comandar uma fábrica, e que ele toma contato com coisas que jamais viu na vida ou outras que ele só conhecia de nome.

Esse é o nosso prefeito, nomeou uma tropa de choque formada em sua maioria de antigos aliados, cesar boys de antiga data, que formam seu secertariado.

E o que conseguiram?

Nada.

O mais proeminente, de longe é o Rodrigo Bethlem, paladino incansável da ordem pública, que junto com seus auxiliares faz uma luta contra as irregularidades na cidade, mas anda com um carro carregado de multas e dá o mau exemplo estacionando em fila dupla na cerimõnia de posse do novo chefe de polícia da capital.

Mas isso não é nada, de todos os secretários poderíamos ele ger o mais e o menos eficiente, mas vou listar alguns aqui, se esquecer outros e porque simplesmente não fizeram nada digno de nota para ser falado.

Cláudia Costin, o flagelo das universidades no governo FH, deu uma bola dentro ao começar a combater a indigência cerebral endêmica nas escolas públicas, ainda está muito longe de conseguir algum resultado positivo, mas os primeiros reflexos poderão ser vistos no final do ano, quando os 75% dos alunos da rede pública, analfabetos funcionais, terão conseguido aprender alguma coisa, essa foi umas das heranças mais nefastas da administração anterior. mas mesmo assim, não consegue dar conta de escolas destruídas e falta de professores, mas o governo têm grana pra dar laptops pra professor, deviam dar salário decente e cursos de capacitação, mas laptop dá dinheiro porque você compra do forncedor (superfaturado é claro) e depois de dois anos o aparelho já está ultrapassado, isso se não tiver sido roubado ou destruído.

Hanns Doham (nem sei escreve o nome do sujeito assim), o secretário de saúde, que lida com os hospitais da prefeitura sucateados, entregues a uma gangue de médicos consorciados, que recebe os repasses e não trabalha, cujo presidente do sindicato escarnece do valor pago munícipio para médicos plantonistas para trabalhar um dia da semana dizendo que o teto da categoria é dez vezes superior a isso, não fez nada, embarcou no oba-oba das UPA´s mas não inaugurou nenhuma, prometeu médico da família mas não implantou o sistema, em suma um zero a esquerda.

Sansão "careca", Secretário de Transportes, uma nulidade ambulante, pouco fez e o que fez, fez errado, vide o caso do caminhão da Comlurb no rebouças, não apresentou nenhum projeto viário para acidade, apenas fica lá enxugando gelo ou fazendo suas aparições brilhantes(literalmente) com sua careca nos jornais locais, deprimente.

Chiquinho da Mangueira, Secretário de Esportes, esse nada fez e pelo visto não fará nada, está aguardando o resultado da Rio 2016, para dar partida na campanha para vereador ou deputado estadual, aliás, a política de esportes da prefeitura é de uma indigência atroz, depois de construir um estádio de atletismo, um ginásio e um parque aquático, a prefeitura apenas agora conseguiu um convênio meia-boca com o Botafogo para usar as instalações externas do estádio, uma pista de atletismo novinha, que deveria ser usada como área de treinamento e aquecimento de atletas em competições. outra nulidade que faz do que favor em não aparecer na mídia.

Guaraná, Secretário de Obras, hours concours, campeão de desculpa esfarrada e de jogar responsabildiade nas costas dos outros, se você teve a suspensão do seu carro destruída em um buraco, agradeça ele, se sua rua está com o poste apagado à noite agradeça a ele, aliás, diga-se de passagem, podia colocar esse sujeito em qualquer secretaria que ele não faria nada mesmo, pois só é bom de fotografia, como a dos cartazes de propaganda política onde apareçe vinte anos mais jovem.

Jandirão, Secretária de Cultura, a primeira coisa que fez foi fechar as lonas culturais da prefeitura, alegando falta de segurança nas instalações, louvável, mas cadê a política cultural da cidade? Ao que parece tirou o pouco que se tinha e nada colocou em seu lugar. Recebeu a Cidade da Música, que o prefeito diz que vai terminar após receber o relatório de uma extensa auditoria que ainda não terminou e não tem data para terminar.
Se depender dela a cultura oficial da cidade será carnaval e baile funk, com eventuais aparições de axezeiros, em algum show pago pela municipalidade na Praia de Ramos.

Antonio Pedro, Secretário de Turismo, não sei que apito o cara toca, mas pintar a cidade de cor-de-rosa e lançar a campanha "Love in Rio" para o dia dos namorados é um tanto homoerótica demais, mesmo considerando que a cidade foi apontada como gay friendely pelas organizações internacionais que lidam com o assunto.
Aliás, ser secretário de turismo de uma cidade onde se mata grávida em sinal de trânsito, esfaqueia-se turista na praia e cai bala perdida no calçadão de Copacabana, além de assaltarem hotéis e pousadas e o crime organizado contar com eventos importantes da cidade para incrementar a venda de drogas consumidas principalmente pelos turistas, é uma missão um tanto inglória.
É uma grande mentira vender "índustria do turismo" em uma cidade de 6 milhões de pessoas onde 1/3 vive em favelas e mais da metade tem problemas sérios com os serviços públicos, chega a parecer piada que ainda se tenha alguma pretensão de se ter uma agenda setorial para isso, quando na verdade a cidade deveria estar em estado de sítio.

Jorge Bittar, esse ganha de longe o prêmio 'cachorro que caiu do caminhão de mudança', as caras e bocas que ele faz mostra um suejtio totalemnte aturdido e perdido nas demandas habitacionais que a cidade precisa.
Pra começar a secretaria dele não tem dinheiro, a prefeitura precisa vender vários imóveis próprios para fazer caixa, não só para habitação, mas para tudo dentro da cidade.
A cada dia mais miseráveis desembarcam na Novo Rio ou em favelas tipo a Rio das Pedras, que inaugurou a nova modalidade de moradia, chamada quitinete (pelo menos em favela é novidade, nos anos 50 se construiu aos montes em Copacabana), essa praga se alastrou pela cidade, pois no lugar onde o senhorio ganharia um aluguel, ganha 5 ou até 10, tudo dentro das condições de salubridade e segurança estrutural dignas de palafita de de beira de mangue.
A política habitacional da cidade está em défict há mais de 10 anos, qualquer tentativa de consórcio com a indústria da construção civil está descartado, porque esta vai muito bem obrigado, vendendo imóvel na planta com serviços de clube para uma classe média encurralda pela violência que pensa que viver atrás de um muro vai lhe garantir segurança, até o dia que os arrastões em conomínios de luxo se tornarem realidade, aí perceberão em que armadilha cairam.

Fernando William, assistência social, esse nem sabia que tinha cargo no governo, fez sua aparição triunfal quando o choque de ordem revelou aquela cena africana de jovens drogados se prostituindo na entrada da favela do Jacarezinho, prometeu que vai fazer e acontecer, instaurou um grupo de trabalho, mas aqueles jovens que foram apreendidos na rua a essa hora já estão de volta aos seus antigos pontos de prostituição atrás de dinheiro para fumar mais uma pedra, provavelmente se sobreviverem mais alguns meses estarão armados para roubar transeuntes e provavelmente teremos outra Leslie, João Hélio, Pedros, Marias, Joões, e toda uma série de vítimas de tiros intencionais ou não, nessa bárbarie que é o dia-a-dia na cidade do Rio de Janeiro.
Considerando que a cidade sequer possui um único posto ou entidade para cuidar dessas pessoas fica muito difícil querer reverter esse quadro, ams era para ele desde o primeiro dia estar mostrando e atacando esses problemas e não ter esperado que aquelas cenas lamentáveis viessem a público mostrando o tal despreparo da máquina pública para conter essa ameaça.

Pedro Paulo, da Casa Civil, uma espécie de camareiro-chefe do prefeito, ninguém sabe o que faz, qual suas competências, não é vice - para isso existe um cargo específico já ocupado - não gerencia, não dá ordens e nem as recebe, parece uma espécie de figura decorativa que está sempre sentado à mesa principal ao lado do prefeito. Viaja, dá entrevistas, seria uma espécie de Dilma Roussef municipal, aquele que será o poste para uma possível eleição no futuro?

Bom, listei os que, de memória, tiveram alguma aparição relevante na mídia nos últimos tempos, se esqueci de alguém é porque não fez nada de relevante, só fazem passar no caixa no final do mês com o contracheque.

E enquanto isso nós vamos sobrevivendo, apesar dos buracos, greves, balas perdidas, e ainda tendo de assistir o sapo barbudo vir toda semana ao Rio fazer propaganda do PAC nas favelas, atraindo assim toda a escória de miseráveis e vagabundos do país para nossa outrora cidade maravilhosa.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

O ATAQUE DOS CLONES


Começou mal, muito mal, o novo prefeito. Já criando um factóide barato com seus prefeitinhos, uma coisa infantil e indigna de uma das maiores cidades do mundo, que merece ser tratada com respeito e seriedade. O mauricinho acha que vai dirigir algum jardim de infância, onde os amiguinhos andam de uniforme igual?

E já começaram também as incoerências. Ao mesmo tempo em que diz que vai conter gastos, que será um ano duro, passou a virada de ano ao lado de Scott Givens, da Disney, prometendo chamá-lo para fazer os fogos do próximo reveillon. Isso após afirmar que sabe que o custo será alto!

Confiram no trecho abaixo da entrevista publicada hoje pelo jornal O DIA (íntegra no link):

—O que a gente pode esperar para o Réveillon do ano que vem?
Este ano, eu estou trazendo o Scott Givens, que é o cara da Disney e que organizou a abertura dos Jogos Pan-Americanos. Ele é brilhante e caríssimo. Vai chegar com uma conta alta... Mas eu quero que, ano que vem, a gente faça um Réveillon que seja inesquecível. A grande festa de Copacabana é a celebração das pessoas na praia, naquele astral todo. Eu passei dois ou três Réveillons em Copacabana, não mais que isso. Passarei os próximos quatro. Acho que a festa está sendo muito igual todo ano. Então, tivemos que chamar uma figura como essa (Givens), para pensar algo diferente para o próximo ano.


http://odia.terra.com.br/rio/htm/eduardo_paes_avisa_vou_criar_confusao__221203.asp

Essa é a mentalidade do atual prefeito, que acha que a Cidade da Música não é equipamento cultural, mas acha que legal mesmo é festa de fogos da Disney. Pelo visto, a mediocridade intelectual instala-se hoje na prefeitura da cidade.

Um adendo: refiro-me à questão da Cidade da Música porque, apesar de considerá-la uma obra equivocada, tanto pela localização quanto pelos custos, ela já está praticamente pronta, e é mais um espaço para a música de qualidade no cidade, então; que se audite as contas, que seja concluída e entre em funcionamento. Mas parece que o Mauricinho prefere o Mickey.

Que todos os santos nos protejam. E que venha 2009!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

O NOME DO BLOG NÃO É POR ACASO




Cidade-picadeiro

Rio sedia, até domingo, Encontro Internacional de Palhaços

Publicada em 03/12/2008 às 20h22m

O Globo

RIO - Cerca de 120 palhaços realizaram uma "palhaceata" no Centro da cidade, para o Encontro Internacional de Palhaços ( veja fotogaleria ). As brincadeiras pelas ruas do Rio teve o objetivo de divulgar o evento "Anjos do Picadeiro", considerado o maior encontro de palhaços da América Latina. Esta é a sétima edição do encontro, organizado pelo Teatro de Anônimo. O evento começou no dia 24 de novembro e será encerrado neste domingo.

Além de cenário de espetáculos, mostras, oficinas e mesas de discussão em torno da arte de ser palhaço, estão programadas ainda atrações internacionais e internacionais. Artistas da Espanha, México, Chile, Estados Unidos e Argentina, além dos brasileiros de Alagoas, Bahia, Paraíba, Ceará, Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro, dividirão experiências.
Por onde andam os palhaços

O evento acontece em espaços como Teatro Carlos Gomes, Oi Futuro, Sesc Ginástico, Fundição Progresso, Lona Crescer e Viver e unidades do Sesc em São João do Meriti, Nova Iguaçu e Madureira. O público tem a oportunidade de participar da programação ao ar livre e gratuita, no Aterro do Flamengo, na Rua do Mercado (Praça Quinze), Cinelândia, Buraco do Lume, Largo da Carioca e Central do Brasil.

As novidades internacionais da sétima edição são os palhaços Jango Edwards e Avner Eisenberg, ambos do Estados Unidos. O argentino Chacovachi é um dos destaques da programação de rua. No encontro, Chacovachi dará aulas para jovens da Rede Circo do Mundo Brasil; participará da mesa redonda Marmeladas e (im)posturas no Espaço Teatro de Anônimo (4/12, às 10h) e fará a direção de um espetáculo de rua com a participação de outros artistas na Rua do Mercado (6/12, às 15h).

O que se perde e se ganha no trânsito entre uma e outra? Essa discussão estará presente nas mesas redondas, nos dias 4 e 5 de dezembro, na Fundição Progresso.
Espetáculos de Rua

A programação ao ar livre acontecerá nesta quinta-feira, às 15h, com Namakaka (SP) e Paco Pacolmo (Espanha) no Largo da Carioca, e no dia 5, às 15h, com Augusto Bonekeiro (CE) e Seres de Luz (SP) na Central do Brasil.

" Guga (Espanha), Maku Jarrak (Argentina), Luiz Carlos Vasconcelos (PB) e Teatro de Anônimo serão dirigidos por Jango Edwards (Estados Unidos). O resultado será apresentado no dia 5 de dezembro, às 19h, no Teatro Carlos Gomes.

" Chacovachi (Argentina) assinará a direção da Gala de Rua com artistas do grupo Circo Teatro Artetude (DF), Mandioca Frita (DF), Alexandre Casali (BA) e A Turma do Biribinha (AL). O espetáculo será apresentado no sábado, dia 6, às 15h, na Rua do Mercado.

" Kuxixo (RJ), Ésio Magalhães (Campinas), Marcio Libar (RJ) e Intrépida Trupe (RJ) serão dirigidos por Hugo Possolo - Patifes e Paspalhões (SP) e Álvaro Assad - Cia Teatro e Etc e Tal (RJ). O número será apresentado no dia 6, às 21h, na Lona Crescer e Viver.

La Mínima (SP) apresentará A noite dos palhaços mudos, no Teatro Sesc Ginástico (4/12, às 19h). Avner the Eccentric (Estados Unidos) levará Exceptions to gravity, ao Carlos Gomes (6/12, às 19h).

Faixa de Gaza - O Anjos do Picadeiro também abre espaço para o público mostrar seus números. Na sexta, dia 5, às 22h, a Lona Crescer e Viver será transformada em um palco aberto onde a platéia será o artista da noite. Para participar, os interessados devem se inscrever pelo e-mail leocarnevale@gmail.com.

Overdoze - no último dia do encontro, diversas atividades simultâneas acontecerão na Fundição Progresso, de 12h a 0h. Almoço dançante com performances, palco aberto, exibição de vídeos, espetáculos para crianças e adultos e praça de alimentação. O Cordão do Boitatá (RJ) fará o show de encerramento.

Continuando com muito mais do mesmo

Vejam as últimas "novidades" do futuro secretariado municipal:

Luiz Antônio Guaraná é o novo secretário de Obras

Ludmilla Rabello, JB Online

RIO - O prefeito eleito do Rio, Eduardo Paes, acaba de anunciar no gabinete de transição, na FGV, em Botafogo, Zona Sul do Rio, o novo secretário e o subsecretário de Obras do estado. Foram anunciados também os nomes dos novos presidentes da RioLuz, Geo-Rio, RioUrbe e Comlurb.

O vereador Luiz Antônio Guaraná (PSDB) é o novo secretário de Obras. Ele foi reeleito no último pleito com 23.476 votos e começou a carreira política com Paes. Em oito anos de atuação parlamentar, Guaraná se destacou como líder na presidência da Comissão de Assuntos Urbanos.

Para o cargo de subsecretário de Obras, Paes anunciou o engenheiro civil Carlos Pereira Dias, funcionário de carreira da Prefeitura, que trabalhou como assessor do novo prefeito quando ele estava à frente da secretaria Municipal de Meio Ambiente. Como presidente da Rio Águas o engenheiro foi responsável por implantar o primeiro sistema de esgoto do município.

A nova presidente da Rio Luz é a engenheira civil Ângela Avellar. Funcionária de carreira da Prefeitura, foi diretora de Conservação da Secretaria Municipal de Obras para a Barra da Tijuca e Zona Sul. Ocupou também a presidência da Fundação Parques e Jardins quando Paes estava à frente da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

Já o presidente da Geo-Rio será o engenheiro civil Márcio Machado. Funcionário de carreira da empresa, começou como estagiário em 1983 e hoje ocupa a diretoria de Obras. Márcio foi o técnico responsável pelas obras de reparo e contenção de encostas no Túnel Rebouças, interditado após fortes chuvas no ano passado.

O novo presidente da Rio Urbe será o arquiteto e urbanista Jozé Cândido de Sampaio de Lacerda Júnior. Entre 2000 e 2006 foi coordenador do Programa Favela Bairro e em 2002 desenvolveu o primeiro plano urbanístico de áreas não-formais para o Complexo do Alemão.

Quem assume a presidência da Comlurb é a arquiteta Angela Nóbrega Fonti. Durante a apresentação, ela afirmou que a prioridade de sua gestão será o destino do lixo, já que o uso do lixão de paciência foi descartado pelo novo prefeito. Angela iniciou carreira como arquiteta da Prefeitura em 1975, onde teve atuação voltada para o desenvolvimento urbano. Foi secretária Municipal de Obras entre 1994 e 2000, quando participou da execução de importantes obras como a Linha Amarela e o Programa Rio Cidade.

Eduardo Paes deve anunciar outros cargos ainda nesta terça-feira.

Lembram-se da Bastilha? Pois é...

Sem-teto
Manifestantes ocupam prédio que será sede do prefeito eleito Eduardo Paes

Plantão | Publicada em 25/11/2008 às 19h01m
O Globo

RIO - Cerca de 200 pessoas ligadas aos movimentos sociais de luta pelo direito à moradia ocuparam nesta terça-feira o Palácio Dom João VI, na Praça Mauá. A construção, segundo divulgou o prefeito eleito do Rio, Eduardo Paes, será a futura sede da Prefeitura do Rio durante o processo de revitalização da área portuária. O clima foi de tensão com a chegada da polícia no local.

De acordo com os manifestantes, a ocupação faz parte da Jornada Nacional de Luta pela Reforma Urbana e pelo Direito à Cidade, que acontece nesta terça-feira, em diversas cidades do país, como Fortaleza, Maceió e Porto Alegre.

Uma das principais reivindicações dos manifestantes é que todos os imóveis públicos ociosos sejam destinados à habitação de interesse social. Os sem-teto estimam que só no Rio de Janeiro haja 701.410 imóveis vazios, entre públicos e privados. Entre eles os espaços da Zona Portuária e os prédios do INSS, no Centro.

sábado, 15 de novembro de 2008

O Reizinho-Sol

Quem achava que já havia visto tudo, a começar pela montagem do secretariado demo-tucano-comunista-garotinista, ainda vai conseguir se surpreender. O reizinho de quase nada agora quer seu próprio Versailles:



Paes negociará compra de palacete na Praça Mauá



RIO - O prefeito eleito, Eduardo Paes, afirmou que vai procurar a Portus Instituto, proprietária do palacete localizado na Praça Mauá, para negociar a compra do imóvel onde pretende instalar o seu gabinete, como informa reportagem publicada neste sábado (acesso à íntegra somente para assinantes) . A revitalização da Zona Portuária do Rio pode começar em 2009 . O prefeito eleito Eduardo Paes e o presidente da Companhia Docas, Jorge Luiz de Mello, decidiram que os trabalhos vão começar pela Praça Mauá. Nesta sexta, o prefeito eleito e o presidente da Docas discutiram detalhes do processo de liberação dos prédios que hoje são motivo de briga judicial.

O Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) estima que o projeto para uma área de dois quilômetros quadrados não deve custar menos de R$ 7 bilhões, tomando por base o projeto implantado em Buenos Aires.

Segundo o presidente da Docas, que é dona da maioria dos imóveis da área, em caso de um prédio penhorado pela Justiça, a proposta é transferir a penhora para outro bem da companhia. Com isso, a empresa fica liberada para negociar os imóveis com a iniciativa privada ou a prefeitura. Mello explicou que a atividade portuária não será interrompida com a revitalização e não precisará mais de tantos galpões. Não está descartada, portanto, a demolição de alguns armazéns.

Leiam o restante aqui:http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/11/14/paes_negociara_compra_de_palacete_na_praca_maua-586413609.asp

Para saber mais sobre Luis XIV, o Rei Sol, que construiu Versailles e costumava dizer que "L'État c'est moi" (O Estado sou eu),leia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_XIV_de_Fran%C3%A7a

Só nos resta esperar pela queda da Bastilha.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Enquanto isso na ALERJ

Não sou partidário a dar destaque à discurso de político, até porque muitas vezes eles tem mais a não-dizer do que dizer, mas no caso do deputado estadual José Nader, nesse discurso especificamente, existem indícios de que algo muito grave está acontecendo na saúde do governo do estado, e o pior, é essa gangue que está se apossando da saúde do município do Rio.

Talvez não seja o caso de pensarmos apenas na impugnação do prefeito, creio que o governador, eleito pela mesma máquina política suja do ex-governador cassado, que fez uso dos mesmo meios ilícitos para se eleger, também tem que ser investigado, os indícios de irregularidades na saúde são graves, e a imprensa, sempre ela, se omite criminosamente porque o governo do estado é um bom anunciante, sem falar de outras coisas que rolam por baixo dos panos e ninguém sabe, pois o papel de imprensa hoje é vender governabilidade em vez de informar a população.

Leiam abaixo o dircurso proferido no plenário da ALERJ dia 06/11/08:


O SR. JOSÉ NADER – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, senhores funcionários em extinção nesta Casa legislativa, (Lendo) “A felicidade dos justos é o castigo dos ímpios. Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem, e tudo quanto fizer prosperará. Não são assim os ímpios, mas são como a moinha que o vento espalha. Pelo que os ímpios não subsistirão no Juízo, nem os pecadores na congregação dos justos. Porque o Senhor conhece o caminho dos justos; mas o caminho dos ímpios perecerá.”

Sr. Presidente, Srs. Deputados, quero primeiramente agradecer ao Presidente Jorge Picciani por ter publicado os meus projetos, a criação da CPI da Saúde e, graças a Deus, ele deve ter lido o relatório que entreguei a ele e visto a gravidade do problema da saúde, o que o Secretário anda fazendo com a Secretaria, e com a anuência do Governador, apadrinhado pelo Sr. Governador Sérgio Cabral.

Eu tenho pedido a Deus que mude o meu vocabulário para que eu não ofenda mais o Governador, como ele fez com a classe médica quando chamou os médicos de vagabundos. Eu quero, mas eu não consigo, porque o que o governador faz com o povo do Estado do Rio de Janeiro não recomenda que nós o respeitemos.

Graças a Deus, em São Paulo prenderam uma quadrilha que fraudava a Saúde em R$ 100 milhões, aproximadamente. Será que essa quadrilha não está instalada no Rio de Janeiro, pela mão do Sr. Miguel Skin?

É para você, telespectador, pensar, porque essa quadrilha foi levantada, como diz o jornal O Dia, na Operação Parasita, operação feita pela Polícia Federal de São Paulo, que pegou várias empresas e, não foi para minha surpresa, estão instaladas no Rio de Janeiro. O Sr. César Romero, que comanda todas as ações da Saúde, pode explicar muito bem como essas empresas conseguem vender aqui na Secretaria de Saúde, tendo sido esse rombo instalado em São Paulo. E aqui no Rio de Janeiro essa máfia está também! O Secretário Sérgio Cortes tem que responder por que essa máfia está também no Rio de Janeiro, porque ele é que tem importado essas empresas de São Paulo para o Rio de Janeiro, haja vista a pregão eletrônico 036/2007, pelo qual compraram lancetas.

Para que o telespectador saiba o que é uma lanceta, eu gostaria que a TV Alerj mostrasse o que tenho na mão: isto é uma lanceta e isto aqui custou aos cofres públicos R$ 10 milhões. Foram compradas 21.722.160 lancetas, ao preço de R$ 0,41 cada. Em São Paulo, onde foi encontrada essa fraude, compraram também lancetas, mas foram 842.000, e não mais de 21 milhões como aconteceu no Rio de Janeiro. E tem outro ponto que quero mencionar: São Paulo pagou R$ 0,19 e foi descoberta a fraude. Aqui no Rio de Janeiro pagaram R$ 0,41, Deputado Coronel Jairo, e ainda não pegaram os ladrões!

Agora, um detalhe fundamental: a empresa que vendeu as 842.000 lancetas em São Paulo foi a mesma que vendeu 21.000.000 de lancetas no Rio de Janeiro a R$10 milhões, empresa apadrinhada pelo Sr. Sérgio Cortes. E a imprensa do Rio de Janeiro não publica, por que razão? Seriam os 100 milhões gastos em propaganda o motivo de a imprensa carioca não publicar?

A minha esperança está no Senhor Jesus, porque eu vou ver esses crápulas em cana antes de terminar esse governo.

No governo passado alguns foram presos, mas após o governo. Mas com essa nossa CPI vamos enfiar esses vagabundos na cadeia. É dessa forma que o governador trata a classe médica, porque é a classe médica que traz essas informações. Os funcionários da Saúde devem estar municiando este Deputado, que vos fala, de informações, porque as informações chegam ao meu gabinete.

Como vimos no pregão eletrônico, que se pensa que é a coisa mais segura que existe, que não tem fraude, mas vimos uma fraude no pregão eletrônico, esses dias, na televisão. E agora existem conversas por e-mail no pregão eletrônico e o próprio pregoeiro já deve estar instruído sobre quem vai ganhar, porque é inadmissível existirem seis empresas, num pregão eletrônico, como no caso das lancetas, em que cinco empresas foram desclassificadas e só ficou a de dez milhões. E o preço médio entre essas seis empresas varia de um milhão e meio a dois milhões. Por que essa empresa, com o mesmo produto, passou a dez milhões? Será que isso não acorda as autoridades? Será que esta Casa não quer ver esses ladrões presos? Será que vamos continuar nos dobrando para o Governo do Estado? Será que esta Casa vai continuar sendo o “curral” do Palácio Guanabara?

Mas quero dizer a você, telespectador, e ao meu eleitor que confiou em mim para eu estar aqui, que não sou vaca e não me dobro a esses vagabundos. É por isso que somos ameaçados de morte e temos que tomar nossas providências, pois não nos dobramos às coisas erradas desse governo.

E o governador não está nem aqui no Rio de Janeiro para se defender. Ele está sim, para gastar o dinheiro com propaganda, para pagar os meios de comunicação para que não saia nada publicado. Por que razão não publicam?

Sei que existem bons jornalistas, jornalistas sérios, mas os editoriais amarram todo esse jogo para não deixar você, povo do Rio de Janeiro, telespectador, saber dessas maracutaias existentes na Saúde. As UPAs são uma beleza, são bonitas, estão iluminadas, mas custam três milhões de reais.

Não sei como o jornalista, um corajoso, Fernando Molica, que disse que a UPA, segundo as informações do Siafem, custa três milhões de reais cada uma – e já temos mais de 20, num total de 60 milhões de reais. E o Hospital Getúlio Vargas, que V. Exa. Sr. Presidente, conhece bem porque é da Zona Oeste, morreu uma pessoa, agora, por falta de médico. E eles gastam três milhões de reais com UPA, para não ter médico. Isso é um absurdo!

Dinheiro para propaganda o governo tem, mas dinheiro para o remédio não tem, dinheiro para o aumento do funcionalismo não tem, mas para propaganda, para dizer que o Serginho é o melhor governador do mundo tem. E ele nem aqui está. Ele só sabe colocar os velhinhos para dançar e quem acaba dançando é o povo do Rio de Janeiro.

Não vejo um parlamentar reclamar que os hospitais não funcionam. Será que não funcionam? Será que só eu vejo isso? Isso é porque o Sr. Governador não precisa de um hospital público. O governador tem até helicóptero para pegar o cabeleireiro de sua esposa e levar a Itaguaí para pentear o cabelo dela para ir a uma solenidade. Quanto custa isso? Eu não vi ninguém publicar. Eu não vi nenhum jornal dar uma notinha. E não precisa dizer que é o Deputado José Nader que está falando, não. Vai checar as informações. Vai trabalhar o jornalismo com seriedade. Coloque as coisas certas nos jornais. Não fique combatendo os hospitais municipais, se esquecendo dos estaduais. Morre gente tanto no municipal quanto no estadual, mas no estadual os jornais não falam. Seria por causa dos cem milhões em propaganda que o governo está disponibilizando?

Agora, Sr. Presidente, quero agradecer ao presidente da Codert, porque eu recebi todas as informações, que ele me enviou, de um requerimento que enviei à Codert. Eu pude ver o salário do presidente da Codert. Eu não consigo entender como uma pessoa com um salário daqueles consegue viajar tanto para o exterior. Viaja mais para o exterior do que para sua cidade. Mas eu já pedi às companhias aéreas todos os extratos das viagens do presidente. Estou analisando a documentação, para falar com mais clareza para você, telespectador, entender tudo que acontece no Rio de Janeiro e chega aos meus ouvidos. Antes de trazer a esta tribuna, eu já chequei as informações. Eu não entendo por que esta Casa, agora, vai apurar esses casos. Nós vamos colocar na cadeia aqueles que têm que ir para a cadeia.

Muito obrigado, Sr. Presidente, e me perdoe pelo excesso dos minutos.


Quanto ao discurso, várias denúncias graves, se essa é a tônica dos pronunciamento na casa, isso quando não estão fazendo homenagens estéreis e distribuindo comendas de mérito duvidoso para pessoas idem, alguma coisa está muito errada, temos um governo de estado que tem uma atuação pífia, um governador boquirroto e mal-educado, e secretários que ou não dizem a que vieram ou tem uma atuação muito suspeita nas secretarias em que estão lotados.

Aliás, as casas legislativas, tando a ALERJ quanto a Camara dos Vereadores do Município do Rio de Janeiro, possuem galerias para que QUALQUER CIDADÃO possa acompanhar os trabalhos de plenário da casa, coisa que particularmente, muito dos deputados e vereadores odeiam que aconteça, eles tem medo de olhar nos olhos do povo, e ver as galerias com pessoas que não são a sua claque ensaiada, eles não querem platéia, do alto das galerias é possível observar seu comportamento, como conversam entre si, quem se relaciona com quem, é o momento em os conchavos são feitos e que o comportamento de cada um pode ser visto de microscópio.

E o fato de que nessa semana iriam acontecer sessões para discutir o orçamento da prefeitura para 2009, essas sessões foram tranferidas para o dia 17/11, dia da passeata do MPD, que sairá da frente da Câmara e retornará para ela, nesse mesmo dia o presidente do TCU estará na Casa para receber uma homenagem, será um bom momento para ele ver o quanto esses vereadores são bemquistos pela população carioca.

Proponho aqui, que após a passeata, de forma organizada e civilizada, tomemos as galerias para acompanhar silenciosamente como se dará essa discussão.

O silêncio, a nossa presença, e principalmente a consciência que temos do que etá sendo feito ali, é muito maior que se chegarmos lá aos berros com faixas e cartazes.

Que esses vereadores, muitos deles, não são dignos de confiança da população, todos nós sabemos, mas parafraseando João Saldanha quando perguntado sobre a índole de um determinado jogador ele respondeu: "não o quero para casar com a minha filha, mas para jogar bola".

Então sabemos o que eles são, mas eles terão que obedecer o que nós queremos, porque não só os conhecemos como também podemos fazer da vida dessas pessoas um inferno enquanto elas estiverem na posse de seus mandatos.

O MPD, não é formado por pessoas, é formado por consciências, qualquer um, dotado dessa consciência pode representá-lo, não existem líderes formais institucionalizados, mas uma idéia que os guia, a organização formal existe temporiamente para dirigir seus atos, mas sempre guiados por uma força maior que se chama justiça, que será feita nessa cidade, com as armas que temos, sem negociação e sem trégua.

E para os políticos, eles terão que aprender a trabalhar, e principalmente respeitar aqueles que pagam o salário deles, ou seja, todos nós.



sábado, 8 de novembro de 2008

O pior de todos os mundos

Quem conhece um pouco de mitologia deve se lembrar da história da Hidra de Lerna, aquele monstro de muitas cabeças, que Hércules teve que matar. O anunciado secretariado do possível (ainda não confirmado, pois não houve diplomação)governo Paes se parece muito com ela.

Vejamos as últimas indicações: o vice, Carlos Alberto Muniz, foi indicado para acumular a pasta do Meio Ambiente. A sua biografia oficial diz o seguinte:


O Globo – 05/11/08
Perfil

Carlos Alberto Muniz, de 64 anos, é economista especializado nas áreas de planejamento e consultoria. Começou sua trajetória política antes do golpe militar de 1964, quando participava do movimento estudantil como presidente do grêmio do Colégio Pedro II. Durante os chamados anos de chumbo, Muniz presidiu o DCE da Faculdade de Engenharia da então Universidade do Brasil (atual UFRJ).Com o Ato Institucional n° 5 e o recrudescimento do regime, fez parte da geração que resistiu ao que se convencionou chamar de "golpe dentro do golpe" e passou a viver na clandestinidade, ajudando a organizar a resistência à ditadura. Viveu em países como Argélia, França, Cuba e Chile. Na França, fez doutorado em Economia e Administração. Esse período conturbado fez com que ele não pudesse concluir a faculdade de Engenharia no Brasil.
Em 1976, Muniz retorna ao país mas vive na clandestinidade até 1979, quando foi assinado o decreto de anistia pelo então presidente João Figueiredo. Logo se filiou ao MDB, que depois passaria a se chamar PMDB, onde exerceu diversas funções e há muitos anos ocupa o cargo de secretário-geral do partido no Estado do Rio e integra o diretório nacional da legenda.
Nos anos 80, passou a atuar na iniciativa privada no segmento de planejamento e consultoria ambiental e acumulou duas passagens pelo poder público: dirigiu a Feema, entre 1987 e 1990, e comandou a Serla, na segunda metade do governo Marcello Alencar. Com o perfil de articulador político, Muniz foi escolhido para ser o candidato a vice na chapa do prefeito eleito Eduardo Paes.

Faltou aí esclarecer alguns pontos muito importantes: para quem gosta de lembrar o passado, é bom saber que ele teve atuação no MR-8. Tudo bem que isso seja passado, mas não é tão passado assim seu papel de TESOUREIRO na campanha de ANTHONY GAROTINHO, quando se descobriu que várias ONGs que contribuíam com a candidatura, na verdade eram ONGs que tinham contrato com o Estado, conforme a imprensa noticiou na época:

Vice de Paes foi o responsável por pré-campanha de Garotinho em 2006
O Globo-1/7/2008

O ex-deputado Eduardo Paes, candidato a prefeito do Rio por PMDB, PP, PSL, PTB, terá como vice de chapa o secretário-adjunto do PMDB no Rio, Carlos Alberto Muniz. A apresentação oficial do candidato será hoje. Muniz foi presidente da Feema de 1987 a 1990 e, desde então, é filiado ao PMDB.
Muniz foi responsável por reunir e divulgar os gastos da pré-campanha de Anthony Garotinho à Presidência da República em 2006. A divulgação acabou gerando uma investigação sobre os doadores de Garotinho. O caso ficou conhecido como o escândalo das ONGs.

Abaixo, mais detalhes sobre a passagem do Sr. Muniz como tesoureiro de campanha do PMDB:

http://www.clicabrasilia.com.br/impresso/noticia.php?IdNoticia=299116&edicao=1610

http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidapublica/conteudo.phtml?id=557628

É bom lembrarmos que a secretaria de Meio Ambiente tem um papel muito importante na concessão de licenças ambientais para obras.Atualmente, o Sr. Muniz é uma figura bastante querida na Associação Comercial da Barra da Tijuca.

Sobre o designado comandante da GM, basta dizer que o povo de Niterói está aliviado por se ver livre do pior comandante da história do 12º Batalhão da PM. Basta consultar as mais recentes estatísticas da criminalidade do outro lado da poça. Leia também, no link abaixo, as opiniões sobre a atuação do coronel no policiamento de Niterói.

Do Blog Casos de Polícia

http://extra.globo.com/geral/casodepolicia/post.asp?t=coronel_sera_comandante_da_guarda_municipal&cod_Post=137609&a=443

Enviado por Paulo Carvalho -
3.11.2008
| 10h58m
convite aceito
Coronel será comandante da Guarda Municipal

Ao ser anunciado como novo secretário da futura Secretaria da Ordem Pública, criada pelo prefeito eleito Eduardo Paes, Rodrigo Bethlem aproveitou para fazer o convite a quem ele quer que seja o novo coordenador da Guarda Municipal. Trata-se do atual comandante do 12º BPM (Niterói), o tenente-coronel Ricardo Pacheco. Oficialmente ele ainda não foi anunciado. Fontes do novo governo, entretanto, garantem que ele já teria aceito. Pacheco e Bethlem se conheceram quando o oficial era o comandante do 19º BPM (Copacabana) e o segundo coordenava o projeto Copabacana, na Zona Sul. Foi de lá que surgiu a confiança depositada um no outro.

Sobre Jandira Feghali, será que é preciso dizer algo mais? Suas primeiras declarações com relação à revisão das APACs revelaram tal voracidade que ela foi repreendida até pelo possível futuro chefe. Além disso, sabemos que a tal “cota do Pcdo B” no governo Paes não passa de acerto decorrente da confusão do PAN, na qual estão todos “juntos, amarrados e misturados”.

Contrariando secretária
Eduardo Paes diz que Apacs vão ser mantidas como estão

O Globo - 07/11/2008
RIO - O prefeito eleito, Eduardo Paes, disse na tarde desta sexta-feira, que as Áreas de Preservação ao Ambiente Cultural (Apacs) que já existem vão ser mantidas como estão, ao contrário do que havia dito na véspera a médica Jandira Feghali, nomeada para assumir em janeiro a Secretaria municipal de Cultura . Feghali, ao ter seu nome anunciado pelo futuro prefeito, disse que uma de suas prioridades era rever as Apacs para corrigir distorções.
Segundo Paes, houve um equívoco de interpretação:
- O que Jandira disse é que as novas Apacs poderão sofrer alterações conceituais.
Mais cedo, o futuro secretário municipal da Casa Civil, Pedro Paulo Carvalho, também afirmou que não haveria revisão das Apacs. A declaração de Pedro Paulo foi feita após o anúncio de Cláudia Costin para a secretaria de Educação. Na quinta-feira, Paes havia dito que a futura secretária teria liberdade para discutir as Apacs e levar seus pleitos a ele.
Após ser anunciada como secretária de Cultura, Jandira Feghali afirmou que todas as Apacs (são 27, segundo a prefeitura) têm problemas. Segundo ela, será feito um levantamento para avaliar que áreas teriam que sofrer modificações:
- Todos os bairros têm problemas. Basta ver na Zona Sul o que isso significa.Tem prédio que não tem relação com patrimônio histórico, cultural ou arquitetônico e as pessoas não podem modificar, colocar elevador ou vender. Vamos rever as Apacs dentro do Plano Diretor, que tem dez anos e precisa ser revisto.
Jandira disse que terá urbanistas e arquitetos para tratar das Apacs, como informa reportagem publicada nesta sexta-feira pelo jornal O Globo.


E o que dizer da nomeação de Fernando William para a assistência social? Deputado que começou a vida no PDT de Brizola, passou pelo PSB e hoje está no obscuro PMN. Consta em sua biografia a façanha ter passado pelos governo Garotinho, Rosinha e Cabral, e como se não bastasse essa folha corrida, foi um dos coordenadores da “campanha” de Eduardo Paes. O que se pode esperar daí?

Mais detalhes aqui: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2008/11/07/ult5772u1435.jhtm

Mas a cereja do bolo desta semana fica por conta do anúncio do nome indicado para a Secretaria de Educação, a mais importante da Prefeitura, já que abriga a maior rede de ensino público municipal da América Latina, formada por 1.058 escolas, 245 creches, 753 mil alunos do 1º e 2º segmento do ensino fundamental, na qual atuam 46288 profissionais, entre professores e funcionários.

Quem é afinal, Claudia Maria Costin? Bem, comecemos dizendo quem ela NÃO é. Nunca viveu no Rio de Janeiro, logo, não conhece a realidade do município. Não é nem nunca foi professora de ensino fundamental, logo, não conhece a realidade do segmento de ensino atendido pela prefeitura.
Na verdade, trata-se de uma administradora. Foi secretária estadual da cultura de São Paulo no governo de Geraldo Alckmin e ministra da Administração Federal e Reforma do Estado no governo Fernando Henrique Cardoso.É atualmente vice-presidente da Fundação Victor Civita, cargo que está deixando para assumir a SME.
No governo FHC, Costin notabilizou-se por ser uma das molas-mestras do desmanche da máquina pública. Antes de ser ministra, era secretária-geral do ministério, na gestão Bresser Pereira. Sim, trata-se de um legítima representante dos anos de chumbo da privataria do governo FHC. Quais as intenções de Paes ao designar essa pessoa para a mais “dispendiosa” das Secretarias municipais? Acho que não precisamos pensar muito para responder a essa pergunta.
A talvez futura secretária já começou fazendo duas declarações equivocadas. A de que as escolas terão Coordenação Pedagógica (o que já existe, mas ela não sabe) e dizer que as escolas precisam de livros (nesse ponto, as escolas municipais estão muito bem abastecidas. O que há é falta de pessoal). Não é preciso pensar muito para ver o dedo da Editora Abril querendo beliscar algum lucrativo contrato com a prefeitura do Rio.


Bom, eu não vou me estender muito aqui. Ouçam Claudia Costin dizendo que a Fundação Victor Civita foi sua escola sobre educação. Depois, leiam a matéria do Dia, e leiam também os links a baixo:




08/11/2008 03:10:00 - O Dia On line

Educação: reprovação só ao fim do ciclo continua

Paes não acabará com sistema atual de avaliação de alunos. Futura secretária da área é ex-ministra e quer investir em cursos para professores

Carol Medeiros e Pedro Landim

Rio - A promessa de revogação do sistema de aprovação automática nas escolas, feita na campanha pelo prefeito eleito Eduardo Paes (PMDB), pareceu cair por terra ontem, nas palavras da nova secretária de Educação, a professora e ex-ministra Cláudia Costin, apresentada na Fundação Getúlio Vargas (FGV). O processo de avaliação contínua, em ciclos — conhecido pejorativamente como aprovação automática —, permanecerá. Porém, com o diferencial do investimento no reforço para os alunos.
"O sistema de ciclos virou sinônimo de aprovação automática pela forma com que foi feito no Rio, sem investimentos em professores e no reforço escolar. Faremos isso, com prioridade para o primeiro ano", disse Cláudia, referindo-se ao início do primeiro ciclo, faixa dos 6 anos, equivalente à antiga classe de alfabetização. "É inaceitável ver crianças aos 10 anos sem alfabetização. Daremos condições para que aprendam, e há caminhos no orçamento", disse.
A outra ponta do investimento, apontada por Cláudia como fundamental, é a capacitação dos professores, que pode ser feita em parceria com universidades. "Eles são as peças-chaves e terão cursos o ano inteiro", afirmou.
Especialistas avaliam que, para o êxito da avaliação continuada e o acompanhamento do reforço escolar, é preciso contratar professores com maior jornada de trabalho. "A avaliação em ciclos precisa de investimentos em professores e aumento da carga horária, que é irrisória", disse Bertha Reis, professora de Políticas Públicas em Educação da Uerj.

"O reforço proposto é incompatível com o número de professores. Há salas superlotadas e carência de profissionais", diz Danilo Serafim, coordenador-geral do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe). Ele informa que a média é de 40 alunos por sala. Com 1.200 escolas e 700 mil alunos, o Rio tem 30 mil professores. A contratação de mestres foi promessa de campanha.
"Teremos um ano fiscal difícil, mas Educação é prioridade e urgência", afirmou Cláudia, ex-secretária estadual de Cultura em São Paulo, entre 2003 e 2005 e ex-ministra de Administração Pública e Reforma do Estado, entre 1998 e 1999, no governo FHC.

O passado de Costin:
Ameaças de morte: http://veja.abril.com.br/010798/p_048.html

O pecadilho de Costin
Secretária da Administração recebe R$ 63 mil do Plano de Demissão Voluntária do Serpro e continua na folha salarial do serviço público

http://epoca.globo.com/edic/19990412/brasil3.htm

Costin e as PPPs: http://humbertocapellari.wordpress.com/2006/11/29/saiba-tudo-sobre-os-ricos-e-famosos/

UPDATE: Formação de quadrilha consumada, pessoal ! A última do Informe do O Dia:

08/11/2008 03:30:00

Informe do DIA: Chiquinho da Mangueira no Esporte

Fernando Molica
Rio - O deputado estadual Chiquinho da Mangueira, do PMDB, é o mais forte candidato para assumir a Secretaria Municipal de Esporte. Ele irá para o governo Paes abençoado por Sérgio Cabral e pelo presidente da Assembléia Legislativa, Jorge Picciani.
Em 2003, Chiquinho, secretário de Esportes de Rosinha Garotinho, foi acusado pelo então comandante do 4º. Batalhão da PM, tenente-coronel Erir da Costa Filho, de ter solicitado uma "trégua" nas ações policiais na Mangueira para não atrapalhar o tráfico.

A NEGATIVA
Na época, Chiquinho disse ter pedido apenas que as operações não fossem feitas nos horários de entrada e saída de escolas. O oficial foi exonerado do comando do batalhão.


Resumindo:reúne-se aí, portanto, o pior de todos os mundos: o fisiologismo do PC do B, o pior do PMDB de Garotinho, o pior dos governos Maia e o pior do governo FHC. Resta saber se o Rio de Janeiro sobreviverá.